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Filme documentário tem 7a. edição em Nyon

Jean Perret, diretor Festival de Nyon (arquivo Keystone). Jean Perret, diretor Festival de Nyon (arquivo Keystone).

Realiza-se de 23 a 29 de abril, na cidadezinha de Nyon, perto de Genebra, o sétimo "Visões do Real", festival internacional do cinema documentário que projeta mais de 130 curtas metragens de 28 países. Este festival que é único no gênero na Suíça, apresenta este anos apenas 1 filme latino-americano.

O festival de Nyon procura abarcar todos os gêneros do documentário: “filmes experimentais, ensaios, jornais íntimos, filmes de família, reportagens…”

Entre 130 documentários que participam de “Visions du Réel”, há filmes até da Birmânia e Vietnã. Mas os países emergentes estão mal representados. Da América Latina figura no programa unicamente “Juntos”, uma co-produção suíço-argentina.

Há no entanto várias obras sul-africanas porque o festival de Nyon mostra particular interesse pelo atual processo de reconciliaçao naquele país. Segundo o diretor do festival, Jean Perret, os cineastas sul-africanos “sentem necessidade de mostrar as próprias imagens para explorar o passado, enterrá-lo e encarar o futuro”. A África do Sul “é um país que constrói uma nova identidade”.

Figuram também no programa da sétima edição várias obras sobre os ex-países comunistas da Europa. Em muitas regiões dessa zona européia de acesso difícil, na opinião de Perret “o documentário é a única mídia que testemunha das novas fronteiras da Europa”.

Nyon conta este ano com a visita de cineastas ilustres. Um deles é Jonas Mekas, 79 anos, mestre do cinema experimental norte-americano. Ele apresenta no festival uma obra de 5 horas de duração sobre “o caráter fugaz da felicidade”.

Outro é Emir Kusturica autor de “Super 8 Stories”, considerado “um retrato frenético” de um conjunto de rock de que o cineasta iugoslavo e seu filho são integrantes. A obra segundo o jornal Le Matin, de Lausanne, deve aportar “um toque de loucura ao evento”.

Uma terceira personalidade presente em Nyon é o francês Raymond Depardon que apresenta a primeira parte de uma trilogia “consagrada à agonia dos agricultores da França”. Trata-se de um trabalho de 7 anos.

J.Gabriel Barbosa

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