Homenagem a Rilke será bienal
O famoso poeta de língua alemã, Rainer Maria Rilke, que viveu os últimos 5 anos de sua vida na Suíça, terá de sua primeira bienal no cantão do Valais, sexta, sábado e domingo. O programa inclui música, teatro, conferências e exposições...
O cantão (estado) suíço do Valais dedica a partir deste mês de agosto uma bienal a Rainer Maria Rilke, um dos principais poetas europeus do século 20.
A bienal será ocasião como agora de concertos e eventos literários, conferências sobre diferentes aspectos da vida e obra do escritor.
Rainer Maria Rilke nasceu em 1875 Praga – que na época pertencia ao império austro-húngaro – e faleceu, em conseqüência de leucemia, em sanatório à beira do lago Leman, em 1926.
Ele passou os últimos cinco anos de sua vida no castelo de Muzot, perto de Sierre. Foi lá que terminou suas obras-primas: “As Elegias de Duino” e os “Sonetos a Orfeu”.
“A julgar pela repercussão internacional de sua obra e pela avalanche de novos estudos e traduções, Rilke continua atual”, constata Curdin Ebneter, conservador dos arquivos da Fundação Rilke, em Sierre. A coleção inclui 3000 livros, manuscritos, cartas e outros documentos utilizados em várias ocasiões para outros eventos consagrados à vida do escritor.
Rilke está enterrado em Rarogne, nos arredores de Sierre. O túmulo do poeta, ao lado da igreja do vilarejo, recebe freqüentes visitas de admiradores e curiosos. O enigmático epitáfio em alemão continua a intrigar os visitantes: “Rose, oh reiner Widerspruch, Niemandes Schlaf zu sein unter soviel Lidern” (rosa, oh pura contradição, desejo de não ser o sonho de ninguém sob tantas pálpebras).
J.Gabriel Barbosa e Jaime Ortega
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