Jornais reagem à abertura da Expo.02
O espetáculo de abertura deu início ao que o jornal Blick de Zurique descreve como "início da maior festa suíça".
A Expo.02 montada com um ano de atraso “existe”. Isso parece evidente, mas tendo em conta que durante vários meses sua existência foi questionada, seus diretores debandaram e seus custos (cerca de 1 bilhão de dólares) assustaram, a existência parece quase sair de um passe de mágica.
Os suíços mostram-se geralmente orgulhosos do feito. E como realça o jornal LE TEMPS, de Genebra, Expo.02 – que chegou com um ano de atraso, em função das dificuldades iniciais – ela passou da condição de “abismo milionário” (alusão a seu custo) “à prova da existência de uma nação”. Começou então o que considera “a transfiguração” dessa exposição nacional.
Convite à reflexão
Respondendo aos que questionam a utilidade, o TAGES ANZEIGER(TA), de Zurique, defende a “necessidade” da mostra, argüindo ser necessário “preocupar-se com a imagem da Suíça”. Segundo o diário, com a Expo “a Suíça se deu de presente uma gigantesca máquina de perguntas”.
Falando de “máquinas de perguntas” o TA refere-se provavelmente a um dos propósitos da Expo, o de se questionar sobre o passado, o presente e o futuro. A propósito, os diários L’EXPRESS e IMPARTIAL, ambos de Neuchâtel (oeste), – um dos locais da mostra – acha que a exposição é justamente um “convite à reflexão”.
“Provincialismo”
Na mesma ótica, o LA LIBERTÉ, de Friburgo, vê na Expo um “trampolim para o futuro” de um país que manifesta confiança no presente.
Já o espetáculo de abertura, em si, é geralmente criticado. O LE MATIN, de Lausanne, o considerou bastante provinciano, “uma combinação de gêneros incompreensível, com verdadeiros momentos de cacofonia e de aborrecimento”.
O semanário HEBDO, que normalmente sai às quintas-feiras, antecipou a divulgação esta semana para se interrogar sobre o verdadeiro “psicodrama” resultante de dois anos de crise que envolveram a realização do evento. Indaga se alguém pode “jurar que esses anos de vacilação não fizeram avançar a Suíça”.
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