Museu dos Transportes: para sonhar e agir
O Museu Suíço dos Transportes de Lucerna, um dos mais importantes do mundo e o maior e mais visitado museu na Suíça, apresenta a história do desenvolvimento dos transportes e das comunicações.
Entre antigas locomotivas, shows interativos e exposições especiais, procura atualizar continuamente a mostra, além de combinar informações e divertimento.
Na história da Suíça, país montanhoso e encruzilhada da Europa, os transportes sempre desempenharam papel essencial, tanto para a coalizão nacional, quanto para as relações com o resto do mundo. Assim, o Museu dos Transportes é algo mais que uma exposição de locomotivas e barcos.
Inaugurado em 1959 (quando ainda se chamava “Casa” dos Transportes, Verkehrshaus em alemão), o museu surgiu de um conceito inovador. A “casa” dos transportes procurava suprimir a distância do visitante com o objeto exposto. O visitante podia tocar no objeto, subir nele, experimentar… interagir.
Hoje a idéia não surpreende, mas era na época de vanguarda, como lembra Hans Syfrig, historiador e adido de imprensa do museu.
Tocar e experimentar muitos dos objetos expostos é ainda possível, mas no meio tempo há menos pressa de mostrar forçosamente as inovações tecnológicas mais recentes em matéria de transportes e de comunicação.
A “casa” dos transportes transformou com o tempo em verdadeiro museu, expondo quantidade crescente de objetos antigos. Além de uma impressionante coleção de locomotivas e vagões originais, de bondes e barcos antigos, há também dois aviões estacionados no átrio, entre os quais um saudoso DC3 da ex-Swissair, que, entretanto, se tornou igualmente um artigo de museu.
A concorrência: os parques de diversão
A Confederação Suíça, os Correios, as Ferrovias Federais e a Swissair foram, desde o começo, os principais parceiros do Museu dos Transportes. Todas as peças expostas foram doadas.
Hoje, nem a esse museu, que como a Swissair foi verdadeira instituição nacional durante várias décadas, escapa de cortes de subvenção, devendo por isso funcionar com os próprios meios, sendo que os ingressos vendidos representam 90% dos recursos.
Registram-se 800 mil visitas por ano, em 95% dos casos realizadas por suíços. Mas sendo o principal pólo turístico da Suíça, Lucerna atrai turistas estrangeiros que freqüentemente acabam visitando o Museu dos Transportes. “Ultimamente notam-se cada vez mais turistas indianos”, constata Hans Syfrig.
“Antes as famílias tinham escolha entre visitar o nosso ou outro museu. Hoje nossos maiores concorrentes são os parques de diversão, como Europa Park, na vizinha Alemanha, ou Alpamare, parque aquático suíço, ou ainda, no inverno, as pistas de esqui”, observa o porta-voz do Museu.
Para as famílias e as escolas
A Confederação Suíça, os Correios, as Ferrovias Federais e a Swissair foram, desde o começo, os principais parceiros do Museu dos Transportes. Todas as peças expostas foram doadas.
Hoje, nem a esse museu, que como a Swissair foi verdadeira instituição nacional durante várias décadas, escapa de cortes de subvenção, devendo por isso funcionar com os próprios meios, sendo que os ingressos vendidos representam 90% dos recursos.
Registram-se 800 mil visitas por ano, em 95% dos casos realizadas por suíços. Mas sendo o principal pólo turístico da Suíça, Lucerna atrai turistas estrangeiros que freqüentemente acabam visitando o Museu dos Transportes. “Ultimamente notam-se cada vez mais turistas indianos”, constata Hans Syfrig.
“Antes as famílias tinham escolha entre visitar o nosso ou outro museu. Hoje nossos maiores concorrentes são os parques de diversão, como Europa Park, na vizinha Alemanha, ou Alpamare, parque aquático suíço, ou ainda, no inverno, as pistas de esqui”, observa o porta-voz do Museu.
Por isso mesmo, o Museu deve prosseguir na incorporação de novas atrações, entre as quais um balão aerostático ancorado, um Cineteatro dotado de uma tela de 25 x 19 metros, onde são projetados documentários tecno-naturalísticos.
Ou, ainda, o planetário que recentemente foi enriquecido com um projetor digital que cobre toda a área da cúpula. Ele permite assim observar com maior realismo a abóbada celeste. As crianças divertem-se muito em estúdios de rádio e televisão, nos pavilhões reservados à comunicação.
Muito apreciado é o espetáculo que revive a história da construção do túnel do Gottardo: o público a bordo de um trenzinho de serviço passa pelo túnel que é uma reconstituição dos canteiros de obras, com vozes e efeitos visuais e sonoros especiais.
Andar de chinelos pela Suíça
Swissarena, gigantesca fotografia por satélite da Suíça – com cerca de 200 m2 – sobre a qual se pode andar com chinelos de feltro, é também muito apreciada. E não somente pelas crianças!
Vêem-se as cidades, vilarejos, bosques, lagos e montanhas. Com uma lente de aumento chega-se a encontrar a própria casa ou outro lugar qualquer.
O Museu dos Transportes de Lucerna é, portanto, uma alternativa válida de divertimento inteligente para a família. Nota-se em certas partes do estabelecimento a necessidade de restauração a fim de manter em funcionamento algumas instalações que parecem de fato envelhecidas. E também para tornar mais atraentes certos serviços, como o restaurante.
No momento, porém, falta dinheiro para uma reestruturação homogênea e o Museu deve continuar a atrair visitantes graças a sua fama e a novas propostas…
swissinfo, Raffaella Rossello, Lucerna
O Museu dos Transportes mantém uma posição de liderança nacional como lugar de estudo e divertimento dos mais freqüentados na Suíça, principalmente por escolares e famílias com crianças.
Com um volume de negócios de aproximadamente 20 milhões de francos por ano, é um dos museus de transportes e da técnica mais importantes do mundo.
Além das ligações emotivas e históricas com o passado, permite experimentar de maneira interativa a atualidade dos transportes e comunicações.
Inaugurado em 1959.
800-850 mil visitantes por ano.
É o museu mais visitado na Suíça
Explicações em vários idiomas.
Ingresso para a família: cerca de 30 euros.
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