Pintora brasileira não quer processo mas a verdade
A jovem artista brasileira, Eliana dos Santos denunciou o artista suíço, Jérôme Rudin, que assina como próprios os quadros que ela faz, para que “se saiba quem ele é”.
“Falsário” seria o qualificativo que ela parece subentender.
Eliana dos Santos já havia colaborado bastante com o artista suíço. Chegou mesmo a assisti-lo no seu ateliê. Era na época em que o tinha em melhor consideração.
A exposição atual na Suíça de 40 quadros dela, ligeiramente modificados, mas assinados pelo artista, teria sido a gota d’água que fez o vaso transbordar.
Contatada por telefone no Brasil, onde se encontra de férias, Eliana deixou claro que não vai processar o artista suíço. Mas se ele levar adiante a ameaça de processá-la, acha dispor de provas suficientes para desmascará-lo.
Quanto a esses trabalhos, atualmente expostos em Neuchâtel, oeste suíço, Jérôme Rudin, “tinha jurado que era para a decoração de teatro e não para vender”, diz Eliana.
Resta que a artista brasileira resolveu adotar atitude de total discrição.
“Prefiro não falar” foi sua primeira reação quando tocamos no assunto. Reiterou, porém, que sua vontade de denunciar surgiu de uma humilhação: a acusação de que ela não era nada sem ele.
“Isso não me abala”, diz Eliana, estimando que cabe ao povo julgar o trabalho dela. Quanto a Rudin, ela afirma com um toque de ironia: “Ele se apresenta como um artista mundial”.
Aparentemente sua decisão de denunciar uma fraude põe um termo definitivo a uma colaboração que durou dois anos.
Swissinfo, J.Gabriel Barbosa
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