Raoni pede apoio da Suíça
"Nós não poderemos mais respirar se acabarem as árvores. Aí, os grandes ventos vão matar todo mundo". A frase é do índio Raoni, referindo-se às mudanças climáticas. No giro europeu para pedir apoio para a instituto Raoni, ele será recebido quarta-feira, pelo presidente suíço Moritz Leuenberger.
Depois de ter sido recebido pelo presidente francês, Jacques Chirac, pelo rei Juan Carlos, da Espanha e pelo príncipe Charles, da Inglaterra, o cacique Raoni está na Suíça e tem encontro marcado com o presidente suíço, Moritz Leuenberger, quarta-feira. Leuenberger é socialista e muito atento às questões ecológicas.
Raoni está na Europa para divulgar o instituto que pretende criar com seu nome na reserva Caiapó, entre os estados do Mato Grosso e Pará. O projeto, com custos estimados em 3 milhões de dólares, prevê um centro cultural, um hospital e uma escola.
O cacique é acompanhado pelo cineasta e fotógrafo belga Jean-Pierre Dutilleux, presidente da Associação pela Floresta Virgem, amigo de longa data que já o acompanhou em sua primeira viagem à Europa, em 1989.
Em entrevista coletiva em Genebra, terça-feira (19.6), encontrou apoio do ecologista suíço Franz Weber, um dos mais polêmicos do país. “Cada centavo doado à Amazônia e um centavo doado à Suíça”, declarou Weber.
“É preciso agir rápido”, afirmou Dutilleux, em Genebra. “Os índios jovens cedem à tentação de vender madeira das reservas. Todo mundo apóia moralmente a causa indígena mas quando se fala em dinheiro, não sobra ninguém.”
swissinfo com agências
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