Sarney debate com leitores suíços
Depois de uma leitura pública bilingüe de "Saraminda", José Sarney contou como escreveu o livro e autografou dezenas de exemplares. Apesar da política, ele afirma que a literatura fez parte de sua vida todos os dias.
Saraminda me invadiu a tal ponto que eu pensava na história mesmo nas reuniões políticas e até minha mulher chegou a ter ciúmes dela”.
José Sarney explicou aos leitores suíços no pavilhão do Brasil no Salão do Livro de Genebra que passou três anos pesquisando a história da personagem feminina que deu o título ao livro.
A tradução francesa foi lançada há dois meses em Paris e é apresentada agora, com a tradutora do livro como intérprete, em Genebra.
Difícil separa o político do escritor
Sarney disse que as pessoas lhe perguntam se Saraminda morreu ou não e que ele responde que também não sabe porque não teve coragem de matar a personagem no final da história.
Não lamenta sua carreira política, que afirma ser destino, mas reconhece que sua verdadeira vocação é a literatura. “Poderia talvez ter escrito uma obra mais vasta mas, mesmo assim, a literatura está presente em todos os dias de minha vida.”
Por outro lado, constata a dificuldade das pessoas separarem o político do escritor, o que vem ocorrendo mesmo em suas viagens literárias ao exterior.
swissinfo/Claudinê Gonçalves
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