Sinfonia para 3 lagos e um país
15 mil pessoas assistiram os espetáculos de abertura da Expo.02, que começa hoje para o público. Com uma primeira parte comum e simultânea em 4 cidades diferentes, o espetáculo foi uma performance técnica mas pouco emocionante.
Um avião de guerra, helicópteros, 1.700 atores e tempo bom. O espetáculo de abertura da Expo.02 foi uma demonstração de grandeza que funcionou como um relógio. O problema é que relógios são úteis mas dificilmente provocam emoções.
Circuito de fibra ótica
Criado em torno da mitología grega e de passagens bíblicas pelo artista suíço Francois Rochaix, a primeira parte do espetáculo teve de ser explicada para que o público e os telespectadores pudessem comprendê-lo.
Técnicamente, o desafio era sincronizar músicos e atores em quatro cidades diferentes : Neuchâtel, Yverdon-les-Bains, Bienne e Morat, situadas à margem dos lagos de Neuchâtel, Bienne e Morat.
Isso foi possível com a instalação de um circuito de fibra ótica entre as 4 cidades que permitiu que a direção artística e musical foi feita de uma das cidades (Yverdon).
O desafio da TV
A segunda parte do espetáculo foi descentralizada e cada cidade organizou seu próprio show. Teve de marionetes de pássaros gigantes, em Neuchâtel, a carnaval suíço-alemão em Morat.
Outro desafio técnico foi o da televisão suíça, que transmitiu tudo ao vivo nas 4 línguas nacionais. Quase 300 técnicos trabalharam na transmissão realizada com 30 câmeras.
A partir desta quarta-feira e durante 5 meses, a Expo.02 pretende mostrar parte do passado, questionar o presente e imaginar o futuro da Suíça e dos suíços.
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