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Suíços do estrangeiro defendem livre circulação

Conselho defende livre circulação e a sobrevivência da swissinfo. swissinfo.ch

Conselho dos Suíços do Estrangeiro pede aos compatriotas um voto claro pela livre circulação de pessoas.

Na ocasião, presidente do conselho de administração da Radio e Televisão Suíça (SRG SSR idée suisse) garante que swissinfo continua se Parlamento assegurar recursos.

Com 69 votos a favor e cinco contra, o resultado da votação em Interlaken foi claro. O Conselho de Suíços do Estrangeiro, o parlamento da chamada “quinta Suíça”, apóia a abertura do mercado de trabalho helvético e aconselha os suíços do exterior a votarem a favor da expansão do acordo de livre circulação das pessoas aos novos membros da União Européia.

O plebiscito popular será realizado em 25 de setembro. A livre circulação é parte dos primeiros acordos bilaterais entre a Suíça e a União Européia e deve valer também para os dez novos países da UE.

Suíços aproveitam também do acordo

– Os suíços do estrangeiro são os primeiros a descobrirem as vantagens trazidas pela livre circulação na Europa. Na Suíça, muitos dos nossos concidadãos pensam logo nos estrangeiros e se esquecem de que um dia poderão também aproveitar dos acordos, que outros suíços já vivem e trabalham em outros países europeus – analisa Georg Stucky, presidente da Organização dos Suíços do Estrangeiro (ASO, na sigla em alemão).

Cerca de 623 mil suíços vivem atualmente fora das fronteiras helvéticas. Isso significa que um em dez suíços está no exterior, sendo que 60% vivem nos países da União Européia. Para muitos deles, um “não” nas urnas poderá trazer dificuldades às suas vidas.

Dumping salarial

Antes da votação do conselho, diversos parlamentares suíços presentes na abertura do encontro de suíços do estrangeiro tentaram explicar as diferentes posições dos seus partidos em relação ao próximo plebiscito.

O deputado federal Hans Kaufmann, da União Democrática do Centro, um partido de direita, vê na livre circulação para os novos países da EU um risco não apenas para o mercado de trabalho, mas também no bolso do suíço. “A pressão sobre os salários, que já vivemos atualmente no país, irá aumentar ainda mais”.

Markus Hutter, deputado federal do Partido Democrático Radical (FDP) contrapôs: – “Precisamos fortalecer a economia da Suíça e evitar que mais empresas imigrem para outros países”.

O vice-presidente da ASO, Jean-Paul Aeschlimann, avaliou depois das votações que os cinco votos negativos à livre circulação vieram de representantes que vivem na Suíça.

Para Ueli Schwendimann, diretor da recém-criada Câmara de Comercio e Industria Suíça Polônia, os novos membros da UE sempre se consideraram parte da Europa. “A existência deles no bloco comunista era algo artificial e imposto através do medo das armas”.

Decisão positiva para swissinfo

Outro tema debatido no Conselho de Suíços do Estrangeiro foi o futuro de swissinfo, o portal Internet da Radio e Televisão Suíça (SRG SSR idée suisse), voltado para o público externo. Seu futuro é incerto devido aos drásticos planos de corte da direção geral da empresa, que ainda dependem da aprovação no Parlamento federal.

O conselho aprovou, sem votos contrários, uma resolução em favor da manutenção de swissinfo no seu formato atual. “A Organização dos Suíços do Estrangeiro exige que a oferta de informações de swissinfo nos idiomas nacionais e nas línguas mais importantes do mundo continue. Solicitamos ao Parlamento garantir a longo prazo o financiamento de swissinfo no momento de votar a revisão da nova lei de rádio e televisão”.

Nos debates, o presidente do conselho de administração da SRG, Jean-Bernard Münch, explicou a razão dos planos de corte em swissinfo, tornados públicos em março. O anúncio provocou protestos enérgicos por parte da várias comunidades helvéticas no exterior e também no próprio país.

Münch esclareceu que a SRG pretende manter swissinfo, caso o Parlamento nas suas sessões de outono ou de inverno concorde em financiar 50% dos custos. “Acho que nós calculamos mal o apego dos suíços do exterior a swissinfo”, justifica.

– Talvez a direção da SRG tenha descoberto agora que tem, dentre as suas várias empresas, uma jóia. Se swissinfo desaparecer, será um grande prejuízo para a imagem da Suíça no exterior – afirma Rudolf Wyder, diretor da ASO.

O representante dos suíços do estrangeiro recebeu aplausos de vários participantes da reunião do conselho.

swissinfo, Alexander Thoele, Interlaken

No final de 2004, estavam recenseados no exterior 623.057 suíços.
O número corresponde a 10% da população suíça.
62% deles vivem na Europa (166 mil na Franca, 70 mil na Alemanha e 45 mil na Itália).
Pouco mais de 95 mil suíços do estrangeiros estão registrados como eleitores nas representações diplomáticas da Suíça.

– O Conselho dos Suíços do Estrangeiro é o principal órgão deliberativo da Associação dos Suíços do Estrangeiro (ASO), entidade criada em 1916 para representar os membros da chamada “Quinta Suíça”.

– O conselho é formado por 170 delegados da Suíça e de vários outros países. Sua formação mais recente data de 1º de setembro de 2005 e tem um mandato de quatro anos.

– O conselho tem caráter consultivo para o governo federal suíço, que financia também a revista “Schweizer Revue”, uma publicação que já existe há trinta anos.

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