Tudo como antes
A eleição de Samuel Schmid para o governo federal é manchete de toda a imprensa suíça esta manhã. O grandes jornais, em geral, dizem que não houve supresa e que nada mudará na política suíça. Fiel a ele próprio, o Parlamento não supreendeu.
Nenhum jornal suíço se surpeendeu com a eleição de Samuel Schmid para o governo federal. Eleito quarta-feira pelo Parlamento, Schmid vai integrar o colégio governamental de 7 ministros a partir de 1° de janeiro, substituindo o ministro da Defesa Adolf Ogi, que deixa o governo.
O tom geral da imprensa suíça é bem refletido pela manchete do “Le Matin”, de Lausanne: “Como de costume”. Os analistas afirmam que os parlamentares perderam uma boa oportunidade de colocar em questão a chamada “fórmula mágica”, em que os 4 principais partidos do país dividem os 7 Ministérios e governam por consenso.
Será necessário aguardar as eleições parlamentares de 2003 para ter alguma esperança de mudança em Berna, afirma “O Tempo”, de Genebra, que traz hoje a manchete: “A eleição que não muda nada”.
Na Suíça de língua italiana, o Giornale del Popolo afirma que “o Parlamento cimentou o statuo quo”. O Corriere del Ticino escreve que a ala direita do UDC (partido de Schmid) desafiou o Parlamento e perdeu, referindo-se a não eleição dos candidatos oficiais do Partido.
Na Suíça de língua alemã, o Der Bund, de Berna, afirma que a eleição de Schimid vai prejudicar a ala direita do UDC, mas o Tages Anzeiger, de Zurique, afirma que Schmid é muito próximo da ala direita do Partido.
swissinfo com agências.
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