Venda de antenas pode ameaçar segurança
O Estado Maior das Forças Armadas e as Comissões Militares do Parlamento Suíço temem uma possível ameaça à segurança nacional. O motivo da preocupação é a privatização de três mil antenas da empresa telefônica suíça, a Swisscom.
O assunto deveria permanecer em sigilo, mas acabou sendo divulgado. Após a exposição do chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Hans-Ulrich Scherrer, os integrantes da Comissão de Política de Segurança do Senado suíço mostraram-se preocupados.
A Comissão exige que o governo se explique sobre a negociação da venda de três mil antenas difusoras de programas de rádio e televisão, prevista pela Swisscom. As primeiras medidas a serem tomadas deveriam ser anunciadas depois de uma reunião extraordinária sobre o assunto, sexta-feira, mas foram adiadas.
“Trata-se de uma situação extremamente delicada”, declarou o presidente da Comissão, Pierre Paupe. A maior temeridade, de acordo com Paupe, é que o procedimento pode colocar em risco toda a informação estratégica da Suíça. A Câmara dos Deputados concorda com a posição de Paupe.
Por enquanto, ninguém quer falar abertamente sobre o assunto, já que trata-se, também, de segredo militar. Além disso, os militares temem que a conclusão da venda possa facilitar a ação de espiões.
A desconfiança começou depois que a Swisscom fechou negócio com a empresa americana Verestar para a utilização de antenas via satélite localizadas em Leuk (estado do Valais). Entre outros clientes, a Verestar também trabalha para o governo dos Estados Unidos, o que pode facilitar a ação da CIA, a agência de espionagem americana.
Uma próxima questão a ser explicada é se as antenas que podem ser vendidas estão cercadas de dispositivos de segurança suficientes ou ligadas, de alguma maneira, a outras redes de comunicação.
swissinfo com agências.
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