Governo e bancos refutam acusações
O Ministério das Finanças foi o primeiro a reagir às acusações da comissão parlamentar francesa. "É preciso relatizar a importância e a pertinência de relatórios desse tipo", afirma em comunicado. Os banqueiros consideraram que que "trata-se de uma crítica indirenciada e quase insultante".
Em comunicado divulgado à imprensa, o Ministério suíço das Finanças afirma que as conclusões do relatório francês “estão em contradição com as constatações feitas por organismos internacionais”.
O Ministério reitera que a Suíça “luta com determinação contra a delinqüência financeira e, em particular, contra a lavagem de dinheiro”. Referindo-se à lei de 1° de abril de 2000 sobre a lavagem de dinheiro, que obriga a denúncia de operações suspeitas, o Ministério afirma que 70% das denúncias são seguidas de processos penais.
A reação dos banqueiros foi menos diplomática. Em entrevista à Rádio suíça de língua francesa (RSR), o secretário geral da Associação de banqueiros privados, Michel Dérobet, considerou o relatório dos parlamentares franceses como “arrogante e quase insultante”.
Disse também que “existem organismos melhores qualificados do que uma missão francesa” e citou o Grupo de ação financeira sobre a lavagem de dinheiro (GAFI) que, “com raras exceções, deu boas notas para a Suíça”.
Para controlar o setor parabancário, a Suíça tem uma lei considerada das mais estritas, em vigor desde 1° de abril do ano passado. A aplicação ainda é um pouco complicada e os meios econômicos estão pedindo uma certa liberalização.
A lei é aplicada a todas os profissionais que aceitam, mantêm em depósito ou acessoram a aplicar ou transferir valores patrimoniais de terceiros. Além de bancos, advogados, contadores, corretores imobiliários e casas de câmbio também estão entre os profissionais obrigados a declarar operações suspeitas.
swissinfo com agências
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