Justiça russa arquiva caso Mabetex
A Procuradoria russa fechou investigação sobre o rumoroso caso envolvendo a empresa suíça de construção Mabetex. Suspeitava que a empresa tivesse pago subornos para conseguir contratos de renovação no Kremlin e dado cartões de crédito à família Ieltsin.
O caso foi encerrado dia 8 “por falta de delito”, disse o procurador-chefe, Ruslan Tamaiev, em coletiva a imprensa concedida em Moscou na quarta-feira, 13/12.
O caso envolveu assessores do ex-presidente Bóris Iéltsin e acabou sujando a imagem do próprio Iéltsin. Todos acusados de terem aceitado subornos da Mabetex. A imprensa européia, a começar pela italiana, chegou a denunciar que a empresa sediada em Lugano, sul da Suíça, fornecera cartões de crédito às duas filhas do presidente russo.
O chefe de Mabetex, Beghjet Pacolli, desmente ter feito algo errado. Mas foi acusado na Suíça de ter pago suborno de 4 milhões de dólares.
(Caso semelhante implica a empresa suíça Mercata. Ela teria pago subornos de 60 milhões de dólares e está sob investigação na Suíça).
A justiça suíça mantém sua investigação sobre o “affair” Mabetex. O intendente do Kremlin, Pavel Bórodin, é acusado de ter recebido suborno de vários milhões de dólares da Mabetex. Suspeitando que ele esteja realmente envolvido em lavagem de dinheiro, lançou mandado internacional de prisão contra ele, em janeiro. Até agora, nada…
swissinfo com agências.
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