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ONGs exigem liberdade de expressão em Davos

Davos como "fortaleza" foi rejeitada por ONGs Keystone

Continua a polêmica em torno das "exageradas" medidas policiais em Davos por ocasião do 31° encontro do Forum Econômico Mundial. Um dia antes do encerramento da reunião, ONGs descontentes com a repressão de manifestação dia 27, reagiram escrevendo ao presidente suíço e aos responsáveis pelo Forum...

Várias ONGs (organizações não governamentais), participantes na reunião, entre as quais Anistia Internacional, WWW – Fundo Mundial de Proteção da Natureza – e Greenpeace – organização de defesa ambiental – ameaçaram bater a porta depois de constatarem as medidas policiais sem precedentes adotadas em relação com o Forum.
Expressaram o desacordo em carta ao presidente da Suíça, Moritz Leuenberger, e à direção do World Economic Forum (WEF). Acusam as autoridades de terem transformado o conhecido centro de esqui em “fortaleza”, estimando que “o direito de reunião e de liberdade de expressão pacífica” foram severamente restringidos. “Acho ter sido uma reação exagerada”, disse Pierre Sane, secretário geral de Anistia Internacional.
As ONGs esperam até resposta do WEF até setembro. Mas o diretor operacional do Forum, Claude Smadja, manifestou boa vontade em colaborar com as organizações não governamentais, indicando que não podia prometer medidas concretas.
Smadja lembrou que cabe às autoridades suíças se ocuparem de segurança, realçando que a proibição de manifestação foi adotada democraticamente, diante de ameaças proferidas por ativistas anti-mondialização.
Membros do governo suíço justificaram a interdição, apontando os estragos provocados em Zurique por manifestantes anti-Davos: vitrinas destruídas, carros incendiados, pessoas feridas… (Mais de cem pessoas foram detidas).
Incidentes menores ocorreram na segunda-feira em Genebra e em Berna. Na capital suíça um McDonald’s foi atacado.
Resta que as severas medidas de segurança para garantir o bom andamento dos debates em Davos custaram 5 milhões de francos suíços – cerca de 3 milhões de dólares.
swissinfo com agências

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