Procurador russo levou documentos da Suíça
Dezenas de milhões de dólares foram desviados da companhia aérea Russa Aeroflot através de duas empresas na Suíça. A estimativa é do procurador geral da Rússia Nicolaï Volkov, após um rápido exame das 80 caixas de documentos que veio buscar na Suíça.
O procurador Volkov passou três dias na Suíça falando com a polícia federal e com o ministério público. Sexta-feira ele regressou a Moscou com 80 caixas de documentos, confiscados pela polícia suíça, sobre o caso da companhia aérea russa Aeroflot.
O principal acusado é o empresário e ex-deputado Boris Berezovski e o dinheiro passou por duas empresas, Forus e Andava, sediadas em Lausanne, antes de ser depositado em bancos suíços. Essas contas estão bloqueadas há um ano, a pedido da justiça russa. Esta semana o Supremo Tribunal suíço rejeitou o último recurso de Berezovski, daí a vinda do procurador russo em busca dos documentos.
Em entrevista coletiva em Berna, sexta-feira, Volkov explicou que pelo menos “935 milhões de dólares da Aeroflot transitaram pelas duas empresas de Lausanne”. O procurador diz que os documentos serão examinados detalhadamente até setembro e só então as pessoas implicadas serão indiciadas.
Volkov também tratou de outros assuntos na Suíça, principalmente do inquérito sobre o desvio de verbas do FMI destinadas à Rússia. Um juiz de Genebra investiga o caso há cerca de um ano. Segundo estimativas não oficiais, 4,8 bilhões de dólares “desapareceram” e parte desse dinheiro foi depositado num banco de Genebra.
Nesse caso, a Rússia também poderá pedir brevemente a colaboração judiciária da Suíça, advertiu o procurador Nicolaï Volkov.
Swissinfo com agências.
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