Reativada polêmica sobre contas judaicas
Acordo de US$ 1.25 bilhão, concluído há um ano, entre bancos suíços e meios judaicos pode ser questionado. Indiscrições sobre relatório final destinado a arquivar a questão reabrem o debate sobre contas de vítimas do nazismo em bancos suíços.
Um relatório da Comissão Volcker (criada pelas organizações judaicas e e os bancos suíços e presidida pelo ex-diretor da FED, o banco central americano, Paul Volcker, foto) relatório a ser publicado em novembro deveria esclarecer, depois de 3 anos de pesquisas, essa questão das contas inativas de vítimas do nazismo existentes na Suíça e colocar uma pedra em cima. Trata-se de contas abertas entre 1933 e 1945. Depois do exame de 1 milhão de contas, a Comissão Volcker teria chegado à conclusão de que 47.972 podem ter relação com o “holocausto”. Cerca de 2.000 pertencem a pessoas que figuram em listas oficiais de vítimas do nazismo. Teriam sido encontrados documentos ou indicações para quase 14.000. Para cerca de 34.000 não existem documentos ou há somente dossiês incompletos. A comissão Volcker deve decidir quais as contas de que precisa publicar a lista dos donos. Mas pode trasmitir certo número de contas a um tribunal arbitral.
A Associação Suíça dos Banqueiros e a Comissão Federal dos Bancos que supervisam o trabalho da Comissão Volcker recusaram-se a tomar posição, receando colocar em risco três anos de trabalho que já custaram 1 bilhão de dólares. Analistas observam que se houver investigações adicionais, após a publicação do relatório em novembro, e se houver novas queixas na justiça contra a Suíça, o acordo de Nova York, de agosto de 1998, teria sido em vão. No acordo estabeleceu-se o montante de indenização em 1 bilhão e duzentos e cinqüenta milhões de dólares. Se for questionado, as reivindicações seriam maiores.
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