Sídnei monopoliza as atenções
110 mil pessoas lotaram o estádio olímpico de Sídney para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, a maior festa do esporte, com a participaçõ de 200 nações. Como tantas outras, a Suíça também quer muitas medalhas mas pode ganhar de 5 a 7.
Duzentas nações, contando a delegação de Timor Leste, cerca de 3 mil e 200 horas de transmissão direta dos mais variados eventos esportivos… A festa vai durar duas semanas e ser mostrada a cerca de 3,5 bilhões de telespectadores. Em sucesso de audiência, os JO só perdem para a Copa do Mundo de futebol (que registra quase o dobro).
O gigantismo dos JO tem impressionado os observadores. Os primeiros Jogos, em Atenas (1896) reuniram 14 países. Agora são duzentos. Esses 27° JO terão 300 provas em 28 disciplinas esportivas.
Se os 10 500 atletas “se matam” por 6 gramas de ouro, os interesses em jogo – esportivos, políticos e principalmente econômico-financeiros são enormes. Basta dizer que empresas que desejam utilizar insígnias olímpicas e a menção “parceiro oficial dos Jogos Olímpicos” durante 4 anos pagaram quase 50 milhões de dólares.
Como lembrava a última edição do jornal suíço “Dimanche.ch” nenhuma publicidade é admitida nos recintos dos Jogos. Os direitos acumulados de TV situam-se na faixa de 1,2 bilhão de dólares ou seja “o dobro dos JO de Atlanta, há 4 anos e 100 vezes mais que os de Munique em 1972”.
A conclusão é que em questão de globalização os JO estão na frente…, “apesar da corrupção, doping e maracutaias”, segundo o jornal suíço.
A Suíça conta com uma coleta de medalhas pelo menos igual aos Jogos de Atlanta (EUA) em 1996 quando 11 atletas suíços subiram ao pódio. Desta vez conta com atletas do valor de Flavia Rigamonti, campeã européia em natação (800 m livres), em Helsínqui no mês de julho; Jacqueline Schneider e Catherine Maliev-Ariolat, em natação sincronizada (elas já classificaram em janeiro para a final dos JO); Dieter Rehm e Thomas Wiesner, em ginástica; Willi Melliger, em hipismo; André Bucher, 800 ms; em algumas outras disciplinas (triatlon, judô, montain bike e remo) atletas suíças também podem conquistar medalhas.
swissinfo com agências.
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