Suíça filtra entrada de militantes anti-Davos
Na tentativa de evitar conflitos durante o Forum Econômico de Davos, a Suíça proibiu entrada no país de 300 militantes que estima ameaçar a paz do encontro. No 31° Forum de Davos, nos Alpes suíços, do dia 25 a 31, são aguardados 3200 participantes, inclusive mais de 30 chefes de Estado e de Governo
Na opinião da ministra da Justiça e Polícia, Ruth Metzler, a medida adotada pela Suíça aplica-se unicamente a militantes antiglobalização que já se envolveram em protestos violentos em outras reuniões internacionais.
Ela garantiu que não haverá choque entre manifestantes e Exército, sendo que os 600 soldados enviados à cidade devem cuidar apenas da vigilância. Eles vão reforçar centenas de policiais e 300 guardas.
Anteriormente, as autoridades da região onde se realiza o encontro – o cantão de Davos, leste do país – já haviam proibido qualquer manifestação durante o simpósio.
E no fim de semana, organizadores do Forum voltaram a insistir – por meio de anúncios na imprensa – que manifestações em Davos seriam um ataque à democracia e ao Estado de direito.
E um grupo formado por artistas e parlamentares escreveram uma carta ao Governo suíço, sexta-feira, pedindo intervenção para que se anule proibição de manifestar.
Resta que com ou sem autorização, manifestantes antiglobalização programaram uma manifestação para sábado, dia 27.
Enquanto se desenvolve em Davos esse novo Forum, realiza-se em Porto Alegre – sul do Brasil – o “Forum Social Mundial” no sentido de apresentar alternativa ao predominante pensamento neoliberal e a uma globalização desumana.
swissinfo com agências.
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