Suíços obtêm resultados contra a malária
Várias equipes de cientistas suíços trabalham no combate à malária. Associados a pesquisadores de outros países, vacinas estão sendo testadas e os resultados serão publicados brevemente. Uma equipe também obtêm bons resultados na prevenção do paludismo em crianças africanas.
A malária ou paludismo causa entre 1 e 2 milhões de mortos por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde. A doença parasitária provocada pela picada do mosquito, é uma doença de países pobres, ao mesmo tempo causa e conseqüência da pobreza.
Nos últimos anos, no entanto, a malária está tendo tanta atenção dos meios científicos, que “quase parece doença de países ricos”, segundo o suplemento científico do jornal “Le Temps”, de Genebra. Cientistas de vários países estão trabalhando e existe uma verdadeira concorrência entre eles, o que estaria sendo benéfico para avançar no combate ao paludismo.
Na Suíça também há várias pesquisas em andamento. No Centro de vacinação e medicina de viagens de Lausanne, a equipe do prof. Blaise Genton, em colaboração com dois institutos australianos, terminou recentemente a fase de testes de uma vacina em Papua Nova Guiné, arquipélago ao norte da Austrália.
A vacina é feita à base de proteínas do parasita “Plasmodium falciparum”, principal responsável da malária. Os resultados serão brevemente publicados numa revista especializada.
Duas equipes do hospital universitário e da Universidade de Lausanne, dirigidas pelos profs. François Spertini e Giampietro Corradin, estudam uma vacina à base de outra proteína do parasita, capaz de provocar uma reação imunitária.
Na edição de 03 de fevereiro, o Jornal Médico Britânico publicou um estudo sobre o uso de mosquiteiros impregnados de inseticida na Tanzânia em Gâmbia e na Tanzânia, dois dos países de maior incidência de malária. A técnica dos mosquiteiros, aplicada há vários anos, é do Instituto tropipal suíço de Basiléia, em colaboração com o Centro de pesquisa e desenvolvimento de saúde da Tanzânia.
Na Tanzânia, em média, cada pessoa recebe 200 a 300 picadas do mosquito por ano e 40 mil crianças morrem por ano, em conseqüência da malária. As crianças pequenas são as mais vulnerávias. A febre associada à má nutrição provoca anemias profundas causando a morte. Estima-se que a doença reduz o crescimento econômico do país em pelo 1,3%.
Por enquanto, a técnica do mosquiteiro é a mais barata e houve um programa de sensibilização das famílias, que adquirem o produto. Em dois anos (1997 a 1999), a proporção de crianças com menos 2 anos protegidas por mosquiteiros tratados passou 10% a 61%, na Tanzânia. Os casos de anemias graves cairam de 49/ para 26%. Esses projetos são financiados pela DDC – Direção suíça de desenvolvimento e cooperação.
swissinfo com agências.
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