Suíços querem mais rigor com extremistas
Sondagem publicada no domingo, 13/8, pelo jornal SonntagsBlick, de Zurique, sobre extremismo de direita, revela que 68 por cento dos suíços defendem maior severidade com os neonazistas.
A sondagem foi efetuada pelo instituto suíço Isopublic nas duas principais regiões línguisticas do país: na Suíça de língua alemã e na Suíça de língua francesa. Foram ouvidas 1000 pessoas.
A iniciativa está relacionada com incidente no dia 1° de agosto, festa nacional suíça. Na ocasião, durante um discurso do ministro das Finanças, Kaspar Villiger, na mítica região do Grütli, onde teria sido concluído o pacto que deu origem à Suíça em 1291, um grupo de jovens vaiou trechos do discurso do ministro e demonstrou atitudes nazistas. A polícia não interveio.
Sessenta e oito por cento dos entrevistados para a sondagem acharam que nessas circunstâncias a polícia deve agir com maior severidade. Dezoito por cento acham que o comportamento da polícia foi correto e 13 por cento não manifestaram opinião a esse respeito.
Também no domingo, 13/8, a ministra da Justiça e Polícia, Ruth Metzler, em entrevista ao jornal dominical, Dimanche.ch, de Genebra, estimou que a atitude das forças de manutenção da ordem foi certa. Realçou que lei sobre proteção de dados obrigava a destruição de videoteipe sobre a manifestação de extremistas de direita no Grütli.
swissinfo com agências.
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