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A difícil reintegração ao mercado de trabalho

Desempregados com mais de 50 anos dificilmente encontram emprego.

Os programas de reintegração ao mercado de trabalho para os beneficiários da ajuda social surtem pouco efeito. Mesmo quando a conjuntura econômica é boa, poucos deles conseguem um emprego fixo e duradouro.

É o que conclui uma pesquisa representativa realizada nas cidades de Basileia, Lucerna, Sankt Gallen, Lausanne e Biel junto a pessoas que se registraram para receber ajuda social em 2005 e 2006.

Na Suíça, cerca de 250 mil pessoas recebem ajuda social. O estudo questionou quais são as chances de esses beneficiários se reintegrarem ao mercado de trabalho. A resposta é: poucas.

Apenas 23% dos 1529 beneficiários entrevistados estavam empregados há mais de seis meses no momento da pesquisa (final de 2008 e início de 2009) e não recebiam mais ajuda social.

Onze por cento encontraram um emprego, mas continuavam dependentes do auxílio social – eram assim chamados "trabalhadores pobres"; 9% perderam novamente o emprego; e 9% tinham um "emprego precário" (temporário).

Segundo a Secretaria Federal de Economia (Seco), que encomendou o estudo, depois de três anos desempregados, 28% dos beneficiários continuavam dependentes da ajuda do Estado.

Vários fatores em jogo

O estudo mostrou que a reintegração ao mercado de trabalho depende de uma série de fatores pessoais: idade, formação, posição ocupada no último emprego, conhecimento do idioma usado no local de residência, expectativa em relação ao futuro etc. A nacionalidade e o sexo não têm influência.

Pessoas que concluíram uma formação de nível médio ou superior encontram mais facilmente um novo emprego. Mais complicada é a situação para desempregados com mais de 50 anos e sem qualificação.

Para muitos desempregados, segundo o estudo, os programas de reintegração podem até ser contraprodutivos. Quem usufrui durante muito tempo desses programas aparentemente perde o interesse por procurar um novo trabalho. "Esse chamado efeito lock-in precisa ser evitado", diz a Seco.

Segundo o presidente da Conferência para Ajuda Social, Walter Schmid, as expectativas em relação aos programas de reintegração eram elevadas demais. "É preciso admitir que muitos dos beneficiários da ajuda social nunca mais encontrarão trabalho", disse ao jornal Tagesanzeiger.ch.

Apesar disso, os especialistas recomendam que os esforços continuem. Eles acreditam que os resultados podem ser melhorados com uma assistência individual e cobrando mais responsabilidade pessoal. Para muitas pessoas, esses programas representam uma ajuda financeira e a uma forma de manter contatos sociais.

swissinfo.ch, Geraldo Hoffmann

Desemprego

A Suíça tem cerca de 4,5 milhões de trabalhadores, dos quais 1,2 milhão são estrangeiros (incluindo alguns milhares que vivem nos países vizinhos e cruzam a fronteira diariamente).

Em setembro passado, 154.409 pessoas estavam oficialmente sem trabalho na Suíça - 60,9% a mais do que no mesmo mês no ano passado. A taxa de desemprego no país foi de 3,9%.

A taxa de desemprego na União Européia era de 9,1% no final de agosto.

Na Suíça, a taxa de desemprego entre jovens entre 15 e 24 anos é de 5,4%, na Espanha 35%, na Finlândia 28%, na França 23% e na Alemanha 12%.

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