
Suíça não é o país mais caro da Europa
Os países mais caros na Europa são pela ordem, Finlândia, Grã-Bretanha e República da Irlanda. A Suíça fica em 4° lugar, segundo levantamento de preços realizado pela revista "Reader's Digest", a ser publicado em dezembro.
Segundo a revista americana “Reader’s Digest”, na Europa, em média, os preços são mais elevados na Finlândia, Grã-Bretanha e República da Irlanda, contrariando uma idéia preconcebida de que a Suíça fosse o país mais caro do continente. A revista (que comparou preços de alguns produtos em todos os países da União Européia, menos a Grécia, mas incluiu também a Suíça e a Noruega) chegou a conclusões consideradas surpreendentes para certos artigos. Se constata que Espanha e Portugal são em média os países mais baratos, revela que os preços (calculados em euro; 1 euro vale US$ 1.012) de certos produtos vendidos na Suíça podem rivalizar com a maioria dos países. A gasolina suíça, por exemplo, é a mais barata da Europa (a gasolina super sem chumbo 95 octanos custa 0.73 na Suíça, 0.80 em Portugal, 0.84 na Alemanha, o.98 na França e 1.02 na Finlândia). O mesmo ocorre com o modelo de computador Apple iMac 333 MHz (1252 na Suíça e 1488 em Portugal. O preço de uma calça Levi’s 501 para adultos está abaixo da média européia (62.05 na Suíça, 45.08 na Espanha, 81.78 na Alemanha).
Na comparação realizada em supermercados, shoppings e lojas especializadas verificou-se que os preços do mesmo artigo podem variar fortemente de um país a outro. O curioso por exemplo é que o perfume francês, Chanel n° 5 custe mais caro na França que na Bélgica, Espanha ou Itália (respectivamente 41.16, 40.41, 36.78, 33,05). Já uma garrafinha de água mineral Perier (produto francês) custa 0.70 na França, 0.96 na Suíça e 2.21 na Finlândia. Um uísqui Johnnie Walker (rótulo vermelho) custa 24.95 na Suíça, 12.27 na Alemanha e 8.47 em Porugal. As variações se explicam pelas diferenças de impostos sobre o consumo de um país a outro. A Suíça é o único país em que o IVA (Imposto sobre o Valor Agregado) não passa de 2,3 por cento (mínimo, como para livros) e de 7,5 por cento, máximo, para a grande maioria dos produtos de consumo. Na União Européia os valores são muito mais altos: por exemplo, mínimo de 5 por cento na Inglaterra e 17 por cento na Finlândia e máximo de 15 por cento em Luxemburgo a 25 por cento na Dinamarca e Suécia. O levantamento da Reader’s Digest será publicado integralmente em dezembro (gb).

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