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Suíça participa do funeral de João Paulo II

Milhões de peregrinos se reúnem no Vaticano para dar o último ao Papa. Keystone

Peregrinos do mundo inteiro tomam de assalto Roma para participar das cerimônias fúnebres do Papa João Paulo II.

Na Suíça, missa oficial é celebrada na Igreja da Santíssima Trindade em Berna. Presidente da Confederação Helvética participa do funeral em Roma. Trens especiais para fiéis suíços.

Desde a madrugada os canais de televisão na Itália mostram as massas de peregrinos que ocuparam o Vaticano. Fechada desde o início da noite por questões de segurança, a Praça de São Pedro foi reaberta a partir das sete horas da manhã para possibilitar que a fila interminável de fiéis possa passar nos controles.

Milhares de pessoas velaram durante toda a noite nas cercanias para estar seguras de participar das cerimônias fúnebres do Papa João Paulo II. Voluntários da Cruz Vermelha italiana distribuíram café e cobertores aos fiéis que foram obrigados a passar a noite ao relento.

Túmulo na Basílica de São Pedro

Durante o dia, uma missa de três horas foi celebrada pelo cardeal Joseph Ratzinger, 77 anos, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e muito próximo do Papa, falecido no último sábado aos 84 anos.

Após a missa, João Paulo II será sepultado na cripta situada sob a Basílica de São Pedro diretamente na terra e sem sarcófago, de acordo com seu testamento.

As honras fúnebres do Papa mais presente nas mídias na história da Igreja Católica serão transmitidas diretamente para todos os canais de televisão do mundo.

Segundo a imprensa italiana, mais de dois milhões de fiéis prestaram sua última homenagem ao Papa passando frente ao caixão exposto no interior da basílica. O mesmo número de pessoas é esperado para participar do enterro.

Políticos e personalidades

A Praça de São Pedro não poderá comportar toda a massa de fiéis. Os primeiros lugares são reservados para os dignitários da Igreja e às 200 personalidades e dirigentes políticos vindos de todas as partes do mundo.

Dentre eles, o secretário-geral da ONU Kofi Annan, o presidente americano George W. Bush, o primeiro-ministro britânico Tony Blair, o presidente francês Jacques Chirac, o presidente do Brasil Luiz Lula da Silva, assim como os presidentes de Israel e Irã Moshé Katsav e Mohammad Khatami. Representando a Suíça estará no enterro o ministro Samuel Schmid, atual presidente da Confederação Helvética e os bispos do país.

Uma dezena de telões espalhados por todo o caminho da via della Conciliazione, a grande avenida que vai do rio Tibre até os mercados de São Pedro, exibe cenas ao vivo ou filmes sobre o pontificado de João Paulo II, antes de transmitir o funeral.

Missa em Berna

Para homenagear o Papa falecido, o governo suíço organizou uma missa oficial, celebrada na Igreja da Santíssima Trindade em Berna. Dela participaram os ministros Micheline Calmy-Rey e Pascal Couchepin, além de membros do corpo diplomático e representantes de diversas religiões (ortodoxa, protestante, judia e sikh).

Pouco mais de mil pessoas assistiram a cerimônia, que foi transmitida diretamente pela televisão suíça. O núncio apostólico (embaixador do Vaticano) Francesco Canalini e o bispo da Basiléia Kurt Koch agradeceram “à Deus por ter dado à Igreja e ao mundo um homem de fé, que colocou seus dons ao serviço de sua missão”.

Os dois também saudaram “o incansável defensor da paz e da justiça”, sublinhando “que seu amor pelo homem e, sobretudo pelos jovens, que o têm no coração”.

A missa durou uma hora e foi acompanhada de cantos e execução de música em violão e órgão. Presentes estiveram também soldados da Guarda Suíça do Vaticano.

Trens especiais para Roma

Os cantões de Genebra, berço da religião calvinista, Vaud e Neuchâtel não irão hastear suas bandeiras a meio-pau em homenagem ao papa João Paulo 2º.

Como explica o chefe do conselho da cidade de Genebra, Martine Brunschwig Graf, a administração não irá fazer exceção à regra local que diz que as bandeiras só podem ser hasteadas a meio pau em homenagem à morte de cidadãos suíços. Por outro lado, o governo federal já anunciou que todos os prédios da administração pública participarão da cerimônia de luto.

Enquanto o país homenagea João Paulo II, fiéis continuam a viajar para Roma. A SBB, companhia nacional de trens, colocou à disposição vagões especiais. Até o momento, 120 passagens já haviam sido vendidas, como informa o porta-voz da empresa.

swissinfo com agências

– As autoridades italianas estimam que mais de quatro milhões de peregrinos e 200 delegações nacionais, além de personalidades, participarão do funeral do Papa João Paulo II em Roma.

– O ministro Samuel Schmid, ao mesmo tempo atual presidente da Confederação Helvética, irá representar a Suíça.

– Durante o funeral, o centro da capital italiana estará interditado ao tráfego. Museus, escolas e empresas estarão fechados.

– Televisões do mundo inteiro irão transmitir as cerimônias fúnebres.

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