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Suíça contribui com o 'boom' no comércio global de armamentos

A Suíça está reforçando seus sistemas de defesa anti-aérea © Keystone / Gaetan Bally

Os gastos militares globais atingiram níveis recordes no ano passado, com um volume de ngócios da ordem de quase 2 trilhões de dólares (1,8 trilhões de francos suíços). A Suíça foi o 14º maior exportador de armas, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI).

Este conteúdo foi publicado em 26. abril 2021 - 14:36
swissinfo.ch/mga

Os gastos militares globais atingiram níveis recordes no ano passado, com um volume de ngócios da ordem de quase 2 trilhões de dólares (1,8 trilhões de francos suíços). A Suíça foi o 14º maior exportador de armas, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRILink externo).

As empresas suíças exportaram material de guerra no valor de CHF 901,2 milhões (US$965 milhões) para 62 países em 2020, um aumento de 24% em relação ao ano anterior. Isto representa 0,7% de todas as exportações oficiais de equipamentos militares a nível mundial, anunciou o SIPRI na segunda-feira.

Os Estados Unidos responderam por 39% de todos os gastos militares globais. EUA, China, Índia, Rússia e Grã-Bretanha juntos foram responsáveis por 62% do total dos gastos internacionais, que aumentaram 2,6% no ano passado a partir de 2019.

As despesas de defesa suíça foram de quase CHF 6 bilhões em 2019, de acordo com os últimos números oficiais. Isto representou 2,5% da produção econômica total do país (produto interno bruto - PIB).

Em média, países em todo o mundo gastaram 2,4% de seu PIB em armamento no ano passado, contra 2,2% em 2019, de acordo com o SIPRI.

Os esforços para refrear a indústria de material de guerra na Suíça não produziram até agora resultados nas urnas. Em novembro passado, os eleitores derrubaram uma iniciativa popular para proibir o Banco Nacional Suíço, fundos de pensão e fundações de deter ações ou emprestar dinheiro a empresas globais que geram mais de 5% de suas vendas anuais com material de guerra.

Os eleitores suíços também rechaçaram uma outra iniciativa em 2009 que visava proibir a exportação de armas. Mas outra votação para ancorar as regras de exportação de material de guerra na constituição suíça poder ainda chegar aos eleitores em um futuro próximo.

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