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Fumaça e terra em Gaza após ataque aéreo de Israel, segundo testemunhas. 25/08/2014 REUTERS/Ahmed Zakot

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Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos cinco palestinos na Faixa de Gaza, e os militantes continuaram disparando foguetes contra Israel, nesta segunda-feira, disseram testemunhas e autoridades, à medida que o Egito continua com seus esforços para intermediar uma trégua duradoura.

Moradoras de Gaza disseram ter recebido novas mensagens em seus celulares e linhas fixas dizendo que Israel teria como alvo qualquer casa utilizada para lançar “ataques terroristas” e dizendo a civis para deixarem áreas usadas por militantes.

Uma aeronave israelense atacou quatro casas na cidade de Beit Lahiya, perto da fronteira com Israel, matando duas mulheres e uma menina, disseram testemunhas e representantes médicos.

Moradores disseram à Reuters que um membro do grupo militante Hamas, que domina Gaza, vivia em uma das casas. Ataques separados em outros lugares na Faixa de Gaza mataram dois outros palestinos, segundo autoridades.

Militantes lançaram cerca de 40 foguetes contra o sul de Israel nesta segunda-feira, sem deixar vítimas, disse o Exército.

Representantes do setor de saúde da Palestina dizem que 2.119 pessoas, na maioria civis, incluindo mais de 400 crianças, foram mortas em Gaza desde 8 de julho, quando Israel lançou uma ofensiva com o objetivo declarado de encerrar as salvas de foguetes contra seu território.

Sessenta e quatro soldados israelenses e quatro civis em Israel foram mortos.

Moradores de Gaza têm recebido mensagens em seus telefones há diversos dias, com uma nova gravação nesta segunda-feira, encerradas com as seguintes palavras: “Para os líderes do Hamas e os moradores de Gaza: a batalha está aberta e vocês foram alertados”.

Qais Abu Leila, um representante sênior palestino envolvido nas conversas mediadas pelo Egito para alcançar uma trégua após sete semanas de conflito, disse que Cairo havia proposto um cessar-fogo indeterminado.

A mais recente iniciativa egípcia pede pela abertura imediata dos cruzamentos de Gaza com Israel e com o Egito a fim de auxiliar os esforços de reconstrução no abatida faixa costeira. Os esforços seriam seguidos de conversas um afrouxamento de longo prazo sobre o bloqueio contra o enclave palestino.

“Esforços egípcios continua,. A bola está nas mãos de Israel, e eles não responderam a esta proposta 36 horas após ter sido levada a eles”, disse Abu Leila à Reuters.

O Hamas diz que não vai parar de lutar até que o bloqueio feito por Israel e pelo Egito sobre o enclave, de 1,8 milhão de pessoas, seja suspenso.

Tanto Israel quanto o Egito vêem o Hamas como uma ameaça de segurança e exigem garantias de que não haverá entrada de armas no território. Israel chamou de volta seus negociadores no Cairo na última terça-feira, após o cessar-fogo ter fracassado.

(Reportagem adicional de Ali Sawafta e Noah Browning em Ramallah)

Reuters