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Equipe do grupo Médicos sem Fronteiras se prepara para levar comida a pacientes em centro de tratamento contra Ebola em Kailahun. 20/7/2014. REUTERS/Tommy Trenchard

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Levará cerca de seis meses para controlar a epidemia de Ebola, disse a chefe da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) nesta sexta-feira, acrescentando que o surto no oeste da África relembrava “tempo de guerra”. 

Joanne Liu, presidente internacional da MSF, falando após uma viagem de 10 dias ao oeste africano, disse que mais especialistas são necessários em campo e criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por declarar o Ebola como uma “emergência de saúde pública de preocupação internacional” apenas em 8 de agosto.

“Precisamos de pessoas aptas para uma atitude operacional”, para combater o surto, disse Liu em uma coletiva de imprensa em Genebra.

Ela disse ter enviado essas mensagens para a OMS e afirmou achar que o alerta “foi muito atrasado”, para avisar sobre uma emergência internacional de saúde pública. 

“Acho que temos um entendimento comum sobre isso agora”, disse Liu. “Agora temos que descobrir como traduzir isso em ação concreta em campo… um comunicado vai salvar vidas apenas se for seguido por ações em campo."

O número de mortos no pior surto de Ebola do mundo estava, na quarta-feira, em 1.069, frente a 1.975 de casos confirmados, prováveis ou suspeitos. A maioria desses casos aconteceu na Guiana, em Serra Leoa e na Libéria, além de quatro mortos na Nigéria. 

“Se não estabilizarmos a Libéria, nunca vamos estabilizar a região. Nos próximos seis meses devemos conseguir controlar a epidemia, esse é meu pressentimento”, disse Liu. 

Reuters