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Israel encontra corpos de três adolescentes desaparecidos na Cisjordânia

Este conteúdo foi publicado em 30. junho 2014 - 22:32

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - Os corpos de três adolescentes israelenses desaparecidos foram encontrados na Cisjordânia nesta segunda-feira e Israel jurou punir o Hamas, o grupo palestino que acusa pelo sequestro e morte dos jovens.

“Eles foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um comunicado depois que os militares descobriram os cadáveres dos jovens estudantes, desaparecidos em 12 de junho.

"O Hamas é responsável, e o Hamas irá pagar”, afirmou.

Netanyahu convocou uma sessão do seu gabinete de segurança que pode decidir manobras militares mais incisivas contra o grupo islâmico, que nem confirmou nem negou as alegações de Israel.

Na praça de Tel Aviv onde o premiê Yitzhak Rabin foi assassinado em 1995, dezenas de israelenses acenderam velas em homenagem aos adolescentes um dia depois que milhares compareceram a uma vigília por eles no mesmo local.

O Hamas foi abalado pela prisão de dezenas dos seus ativistas durante a operação militar israelense realizada na Cisjordânia nas últimas três semanas para localizar os jovens, que Israel disse também ter almejado enfraquecer o movimento militante. Até seis palestinos morreram em resultado da batida israelense, disseram moradores da região.

Os raptos perto de um assentamento da Cisjordânia chocaram os israelense, que cerraram fileiras com as famílias das vítimas.

“Em nome do povo de Israel, desejo dizer às suas queridas famílias... que nossos corações estão em pedaços, a nação inteira chora com vocês”, declarou Netanyahu no comunicado.

Os corpos de Gil-Ad Shaer e do israelo-americano Naftali Fraenkel, ambos de 16 anos, e de Eyal Yifrah, de 19 anos, foram encontrados em um campo próximo de Hebron, um reduto militante e cidade-natal de dois membros do Hamas identificados por Israel como os sequestradores, ainda foragidos, informaram fontes de segurança.

Aparentemente, os adolescentes foram mortos a tiros pouco depois de serem raptados enquanto pediam carona, disseram as autoridades. “Estavam sob uma pilha de rochas, em um campo aberto”, declarou o tenente-coronel Peter Lerner, um porta-voz dos militares.

A mídia de Israel relatou que o caso foi solucionado depois que parentes dos supostos sequestradores foram interrogados. Um grande número de soldados se reuniu no local para recuperar os restos mortais.

Netanyahu aproveitou o ensejo para exigir que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, revogue o acordo de reconciliação firmado em abril com o Hamas, seu adversário de longa data, e que levou à formação de um governo de unidade em 2 de junho.

Abbas repudiou o sequestro e pediu a cooperação de suas forças de segurança, atraindo críticas do Hamas e minando sua popularidade entre os palestinos revoltados pelo que viram como um conluio de Abbas com Israel.

Os Estados Unidos condenaram o sequestro e exortaram Israel a buscar uma resposta adequada.

(Reportagem adicional de Ori Lewis)

((Tradução Redação São Paulo; +5511 5644-7731)) REUTERS BM

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