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Palestinos rezam perto de restos de mesquita na Faixa de Gaza nesta sexta-feira. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

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GAZA (Reuters) - O Ministério do Interior palestino na Faixa de Gaza acusou Israel nesta sexta-feira de violar o cessar-fogo ao realizar disparos na fronteira.

Uma porta-voz militar israelense disse que eles "não têm conhecimento desse incidente".

O ministério palestino no território dominado pelos islamitas do Hamas disse que tropas israelenses dispararam contra casas a leste da cidade de Khan Younis.

O cessar-fogo, renovado na quinta-feira por mais cinco dias depois que uma trégua anterior expirou, suspendeu mais de um mês de combates que resultaram na morte de 1.945 palestinos, muitos deles civis, e de 64 soldados israelenses e três civis em Israel.

A trégua teve um começo difícil. Israel realizou um ataque aéreo na quinta-feira em resposta ao lançamento de foguetes a partir de Gaza em violação a um cessar-fogo anterior. Não houve vítimas em qualquer um destes incidentes.

O mais recente cessar-fogo, mediado pelo Egito, deu às partes mais cinco dias, até a noite de segunda-feira, para que cheguem a um acordo global para acabar com a guerra em Gaza. As negociações no Cairo devem ser retomadas no domingo.

O gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, debateu um possível acordo em uma reunião realizada a portas fechadas nesta sexta-feira.

Cerca de 10 mil israelenses protestaram em Tel Aviv na quinta-feira, irritados com os resultados inconclusivos da guerra e a perspectiva de que poderão continuar sendo alvos de foguetes disparados de Gaza depois que a atual trégua terminar.

Uma autoridade israelense disse depois da reunião desta sexta-feira que qualquer acordo firmado no Egito precisa "oferecer claramente medidas de segurança" para Israel. O funcionário, que falou sob condição de anonimato, se recusou a dar mais informações.

Poucos detalhes das negociações indiretas têm se tornado públicos, mas as linhas gerais são bem conhecidas: os palestinos querem o fim do bloqueio de Gaza, uma extensão das fronteiras marítimas e de segurança, a construção de um porto marítimo e a reabertura de um aeroporto no enclave.

Por sua vez, os israelenses querem o fim do lançamento de foguetes de Gaza e a desmilitarização total do território. Israel também quer que a Autoridade Palestina liderada pelo presidente Mahmoud Abbas, aliado do Ocidente, assuma a responsabilidade pela gestão dos 12 quilômetros de fronteira de Gaza com Egito, em Rafah, um esforço para impedir o contrabando de armas e outros equipamentos de uso militar.

(Reportagem de Nidal al-Mughrabi)

Reuters