Tráfico de seres humanos continua sendo um problema para a Suíça

Um grupo de apoio a mulheres imigrantes cuidou de 108 novos casos de tráfico humano na Suíça no ano passado. O Centro de apoio às mulheres migrantes e vítimas de tráfico de mulheres (FIZ, na sigla em alemão) disse que 34 das vítimas eram requerentes de asilo.

Este conteúdo foi publicado em 21. maio 2019 - 10:15
O número de casos de tráfico de seres humanos envolvendo mulheres migrantes é uma preocupação para os grupos de apoio Keystone / Andreas Arnold

Em conjunto com as 113 consultas em andamento de anos anteriores, o grupo diz que o número de casos de mulheres sendo traficadas para o país (muitas para prostituição) continua alto. Em 2017, o FIZ deu apoio a 228 mulheres. Para combater o problema, o centro uniu forças com grupos religiosos para oferecer melhor atendimento às vítimas.

+ sobre o tráfico de brasileir@s na Suíça

A entidade com sede em Zurique receberá financiamento das igrejas católicas e evangélicas da região para criar um novo projeto intitulado "Proteção Integral para Vítimas de Tráfico de Seres Humanos no Setor de Asilo".

A instituição disse que foi necessário recorrer aos fundos das igrejas, já que o Estado não forneceria dinheiro se a cena do crime não pudesse ser estabelecida como estando na Suíça. As vítimas do tráfico de seres humanos são originárias de 42 países diferentes.

A maioria (14%) era da Hungria, com 8% provenientes da Nigéria e da Romênia e 7% da Bulgária.

O FIZ (link para o site em português) também oferece aconselhamento geral para mulheres imigrantes e diz que o número dessas sessões aumentou de 299 em 2017 para 348 no ano passado.

Veja, abaixo, a entrevista realizada em 2016 com a responsável do departamento de finanças e administração do FIZ, a brasileira Carminha Pereira:

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