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Charles Aznavour morre aos 94 anos

O "Frank Sinatra francês", que morreu em sua casa no sul da França, viveu durante muitos anos na Suíça. Um exílio forçado devido a razões fiscais.

Este conteúdo foi publicado em 01. outubro 2018 - 16:09
Charles Aznavour, então embaixador da Armênia na Suíça e nas Nações Unidas em Genebra, visita o Festival de Cinema de Friburgo (FIFF) em 2013 Keystone

A morte ocorreu durante o sono enquanto ele estava hospedado em sua casa na região de Alpilles, no sul da França. Apesar de ter várias casas na França, o cantor de La Bohême era residente suíço desde 1972. "Eu também poderia ter me estabelecido na Inglaterra", declarou Aznavour ao jornal suíço “La Tribune de Genève”, em 2013. “Mas eu não estava sozinho, conversamos na família e preferimos a Suíça. O clã Aznavour preferiu a Suíça por seu modo de vida, o comportamento dos suíços e a língua francesa".

Na verdade, Charlez Aznavour escolheu principalmente a Suíça por razões fiscais. O cantor de origem armênia foi praticamente forçado a atravessar os Alpes. "Eu não saí da França, eu fui enxotado de lá”, confidenciou certa vez Aznavour ao jornal “Le Matin”, da Suíça de língua francesa. “Se eu não tivesse tido tantos problemas com a administração e com a mídia, eu teria ficado na França”, conta.

Antes de sair, o cantor revela que tentou outras formas de escapar das multas fiscais. "Havia alguns políticos que, ao que parece, poderiam ter dado um jeitinho na minha situação, e eu coloquei algum dinheiro para ajuda-los a ganhar votos. Isso, eu tive muito. Isso me custou muito. [...] À direita, como à esquerda. Mesmo no centro. Por todos os lados”, explicou Charles Aznavour à rádio France Info.

Em 2009, aos 85 anos, o intérprete de “Mes amis, mes amours, mes emmerdes”, apresentou suas credenciais de Embaixador da Armênia na Suíça ao então presidente da Confederação Suíça, Hans-Rudolf Merz.

Em 2011, swissinfo.ch fez esta entrevista com Charles Aznavour por ocasião do Salão do Livro de Genebra: 

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