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Suíços divididos sobre a resposta do governo ao coronavírus

Um terço da população economicamente ativa da Suíça encontra-se trabalhando de casa, obedecendo as recomendações governamentais para conter a doença pulmonar Covid-19, segundo pesquisa da SBC. Keystone/Jean-Christophe Bott

Duas em cada cinco pessoas na Suíça são a favor de restrições mais rigorosas por parte do governo para conter a propagação do coronavírus, de acordo com uma pesquisa nacional. 

Este conteúdo foi publicado em 25. março 2020 - 15:15
Urs Geiser, swissinfo.ch

Os entrevistados mais jovens e os residentes na parte francófona do país, consultados online, se colocam substancialmente a favor de medidas mais severas por parte do governo. 

Como mostra o gráfico abaixo, 54% dos entrevistados concordam com a política atual do governo, enquanto que 42% querem que as autoridades limitem ainda mais a liberdade pessoal.

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A pesquisa foi realizada pelo instituto de pesquisa SotomoLink externo no último fim de semana e publicada na terça-feira - dez dias depois de o governo ter começado a impor medidas amplas para coibir a vida pública. As medidas incluíram o fechamento de escolas, restaurantes e lojas que vendem bens não essenciais, bem como a proibição de reuniões públicas e privadas de mais de cinco pessoas - mas nenhum toque de recolher geral.

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Não é surpreendente que quase 70% dos entrevistados na região de língua italiana do Ticino - que faz fronteira com a Itália, um foco de infecção viral na Europa - tenham dito que o governo agiu tarde demais para conter a propagação da doença Covid-19. 

Este número é ligeiramente inferior (64%) na região de língua francesa, enquanto uma maioria na região de língua alemã (56%) considerou que o governo agiu a tempo. 

Impacto na vida cotidiana 

A pesquisa também constatou que as restrições governamentais tiveram um impacto na vida cotidiana na Suíça, embora nem todos os apelos urgentes tenham sido particularmente bem atendidos. 

"Uma esmagadora maioria dos entrevistados não ficou em casa na semana passada, mas a maioria deles disse ter estado em contato próximo com menos de cinco pessoas", diz Michael Hermann, diretor da Sotomo.

Entre a faixa etária de mais de 65 anos, que foi particularmente visada pelas medidas preventivas de saúde do governo, apenas 25% aderiram plenamente às restrições.

Veja no gráfico abaixo as atividades citadas pelos entrevistados de todas as faixas etárias para sair ao ar livre.

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"A crise parece ter tido um impacto particularmente negativo nas gerações mais jovens", diz Hermann. Ele também disse que apenas uma minoria muito pequena dos 30.000 entrevistados está confiante de que a vida na Suíça voltará ao normal antes do verão. 

No momento, a maioria absoluta assume que o coronavírus afetará sua saúde pessoal de forma leve. Apenas uma pequena porcentagem teme a morte como resultado do Covid-19. Veja o quadro para mais detalhes.

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Pessoas entre 15 e 44 anos são mais pessimistas do que a geração mais velha no tocante à questão se os hospitais suíços serão capazes de lidar com um aumento esperado no número de pacientes, ou se enfrentarão uma situação como a observada no norte da Itália. 

Os entrevistados das regiões de língua francesa e italiana são mais pessimistas nessa matéria do que os seus concidadãos da região de língua alemã, que corresponde à maioria da população.

Confiança no governo 

A ampla pesquisa de atitudes, encomendada pela Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG/SSR, empresa-mãe da swissinfo.ch), também sondou a confiança das pessoas no governo. 

Como demonstra o gráfico abaixo, mais de 60% dos entrevistados dão às autoridades uma boa pontuação.

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Mas a divisão entre as regiões linguísticas é impressionante, aponta o relatório da Sotomo. 

Mais uma vez, os entrevistados na Suíça de língua alemã confiam mais no governo do que seus concidadãos nas outras regiões linguísticas.

Detalhes da sondagem

A pesquisa on-line é baseada em respostas de 30.460 respondentes com mais de 15 anos de idade em todo o país.  

Ela foi realizada entre 21 e 23 de março. 

A margem de erro é de +/-1,1%. 

A pesquisa é a primeira de uma série realizada pelo instituto de pesquisa Sotomo para a SRG/SSR - a empresa-mãe da swissinfo.ch. 

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