A polícia do cantão do Ticino disse que a agressora, uma mulher suíça de 28 anos que vive na região, agarrou uma das vítimas pela garganta e atacou a outra com uma faca, também na garganta, na terça-feira à tarde.
Ela foi puxada para longe por um casal no local antes de ser presa. Nenhuma das vítimas corre risco de vida.
Mais tarde, na terça-feira, o Gabinete do Procurador-Geral da Suíça disse que seria aberto um inquérito sobre o ataque e que suspeita-se de motivações terroristas.
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Agression à l’arme blanche au Tessin: l’auteure est connue des services de @fedpolCHLink externo. Elle apparaît dans une investigation policière de 2017 en lien avec le terrorisme djihadiste. https://t.co/Llu3h6Ktr5Link externo
A suspeita, de 28 anos, era conhecida das autoridades por conta de uma investigação de terrorismo jihadista em 2017, disse o Departamento de Polícia Federal (Fedpol) na terça-feira à noite, num tweet.
A diretora da Fedpol, Nicoletta della Valle, disse numa conferência de imprensa que, no entanto, é “demasiado cedo” para estabelecer quaisquer ligações entre o incidente em Lugano e outros ataques.
No mês passado, o Serviço Federal de Inteligência (FIS) publicou o seu relatório anual de segurança, e disse que a ameaça terrorista na Suíça foi atualmente agravada, particularmente no contexto da vaga de ataques em outros países europeus este ano.
Está atualmente em curso uma investigação sobre o esfaqueamento fatal de um cidadão português em Morges, na Suíça ocidental, em setembro. Se for considerado um ato terrorista, seria o primeiro incidente deste tipo registrado na Suíça desde 2011.
A presidente suíça Simonetta Sommaruga comprometeu-se a apoiar a população do Ticino numa conversa telefônica com o chefe do governo cantonal do Ticino, segundo a agência noticiosa suíça Keystone-SDA.
O chanceler austríaco Sebastian Kurz, cujo próprio país foi palco de um tiroteio jihadista mortífero no início deste mês, tweetou a sua condenação do ataque.
“Condeno totalmente o ataque terrorista islamista de hoje em Lugano. Os meus pensamentos estão com as vítimas, desejando-lhes uma recuperação total e rápida. Estamos com a Suíça nessas horas difíceis”, acrescentou ele.
swissinfo.ch
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