SpaceX deixa sua marca na Lua, a odisseia de Trump e o ceticismo em relação ao presidente do Fed
Bem-vindos à nossa análise da cobertura da imprensa sobre os acontecimentos nos Estados Unidos. Todas as quintas-feiras, analisamos como a imprensa suíça tem noticiado e reagido a três notícias importantes nos EUA.
Se de fato houvesse alienígenas na Lua, eles teriam levado um susto na semana passada: foi quando parte de um foguete da SpaceX colidiu com ela a cerca de 8.700 km/h. Descubra por que os cientistas estão empolgados com a cratera resultante.
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Se de fato houver extraterrestres na Lua, eles teriam levado um susto na semana passada, quando parte de um foguete da SpaceX colidiu com ela a cerca de 8.700 km/h. Descubra por que os cientistas estão empolgados com a cratera resultante.
“Trump está em meio às ruínas de suas políticas”, declarou o jornal Tages-Anzeiger na terça-feira, avaliando que o presidente dos EUA foi vítima de sua própria arrogância…com implicações geoestratégicas.
“Assim como Odisseu está atualmente voltando às telonas, a arrogância também é uma sereia”, escreveu o jornal. “Ditadores são particularmente propensos a cair nessa armadilha, já que não há salvaguardas democráticas. O que nos leva a Donald Trump, um aspirante a autocrata que também deseja se livrar das restrições democráticas e é suscetível ao canto das sereias da arrogância.”
O problema, segundo o jornal, é que Trump acredita que não há limites para o poder dos Estados Unidos “e, acima de tudo, para o seu próprio. Isso ficou evidente em seu discurso no dia do ataque ao Irã, quando anunciou o fim do programa nuclear dos mulás e a derrubada do regime. Bons cinco meses depois, o choque com a realidade é preocupante: ambos os objetivos de guerra não foram alcançados. Além disso, Trump prejudicou de forma permanente a credibilidade geopolítica da superpotência americana”.
O poder militar costuma ser mais eficaz quando ameaçado de forma credível do que quando efetivamente empregado, escreveu o Tages-Anzeiger. “Trump não conseguiu compreender isso, como demonstram suas conclusões após o golpe na Venezuela. Ele presumiu que poderia provocar uma mudança de regime no Irã lançando bombas a uma altitude de dez quilômetros e realizando ataques de decapitação. No entanto, o regime islâmico em Teerã sobreviveu e, da forma como as coisas estão, parece ter se fortalecido”.
O presidente dos EUA não tem nada além de opções ruins, concluiu o jornal, com três delas se destacando. “Primeiro, ele poderia intensificar a guerra mais uma vez, mas as munições essenciais parecem estar em falta agora. Segundo, ele poderia impor novas sanções e, por sua vez, bloquear o Estreito de Ormuz mais uma vez. A economia global, incluindo a americana, pagaria o preço. As tropas americanas também teriam que permanecer na região por um longo tempo, o que também seria oneroso. Isso deixa o terceiro cenário: declarar vitória e voltar para casa. No entanto, os problemas de Trump permaneceriam: o urânio enriquecido, embora enterrado sob os escombros, e o Estreito de Ormuz estão atualmente sob controle iraniano, e ambos são armas extremamente eficazes”, escreveu o jornal.
“O retorno de Odisseu para casa após a vitória na Guerra de Tróia transformou-se em uma odisseia. Donald Trump enfrenta um destino semelhante.”
SRF, o canal público de rádio e TV, precisou falar sobre Kevin na segunda-feira. Os investidores, segundo a emissora, estavam céticos quanto à trajetória das taxas de juros adotada por Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve.
“Os investidores temem que, como chefe do Fed, Warsh não leve tão a sério o combate à inflação quanto afirma”, disse a SRF, observando que os títulos públicos de longo prazo haviam subido para seu nível mais alto desde 2007.
“No que diz respeito à tendência da inflação e das taxas de juros, o mercado atualmente tem um problema com Kevin Warsh. Warsh se recusa a dizer qual rumo de política monetária pretende seguir no futuro.” Segundo a SRF, os críticos suspeitam que Warsh, que ocupa o cargo desde maio, esteja fazendo isso para agradar ao presidente dos EUA, Donald Trump, já que Trump fica satisfeito quando o Fed continua a injetar generosamente dinheiro barato na economia, em vez de combater a inflação.
O problema, aponta a SRF, é que não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo. “Ou o Fed estimula a economia com taxas de juros baixas, ou desacelera a economia com aumentos nas taxas de juros. O fato é que o Fed não alterou as taxas de juros básicas desde o início do ano.”
Enquanto isso, a inflação subiu de 2,4% para 3,5%, em parte como resultado da guerra de Trump contra o Irã e do consequente aumento nos preços da energia. “Visto sob essa ótica, o compromisso de Warsh com a estabilidade de preços e suas ações à frente do Fed têm sido, até agora, apenas parcialmente consistentes entre si”, afirmou a SRF.
Um foguete da SpaceX colidiu com a Lua na semana passada, criando uma nova cratera. Esse impacto acidental já está fascinando os cientistas, afirma o canal RTS, pois tem implicações não apenas para a exploração espacial, mas também para nossa compreensão das origens da Lua.
A nova cratera – com cinco metros de profundidade e 27 metros de diâmetro – foi criada na quarta-feira por um foguete da SpaceX lançado em janeiro de 2025 para colocar duas sondas lunares em órbita, “que então se lançou em direção à Lua a 8.700 km/h antes de explodir, liberando o equivalente a 15 mil cartuchos de dinamite”, explicou a RTS.
A RTS observou que a quantidade de detritos espaciais está aumentando constantemente, enquanto a percepção da Lua como um “corpo celeste inerte” começa a mudar.
“Recentemente, essa visão foi revista porque existem áreas de interesse, particularmente aquelas que contêm gelo”, disse Christophe Bonnal, especialista em detritos espaciais, à RTS. “Existem tubos de lava que poderiam servir como futuros habitats” para possíveis bases lunares. A proteção da Lua foi, portanto, reforçada, e agora é proibido realizar pousos forçados em determinadas áreas.
Esse tipo de impacto também traz outro benefício científico, segundo a RTS, especialmente na análise do regolito – o pó fino cuja composição detalhada e estratigrafia ainda intrigam os pesquisadores.
“Isso nos ajudará a compreender as crateras naturais encontradas na superfície da Lua”, afirma Paolo Sossi, professor da Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH). “O impacto da SpaceX nos permitiria calibrar a massa, o ângulo e a velocidade do impactador e, assim, nos daria informações sobre a história dos asteróides que atingiram a Lua há muito tempo. E, portanto, entender exatamente como a Lua evoluiu geologicamente.”
A próxima edição de “Notícias dos EUA” será publicada em 20 de agosto de 2026. Até lá!
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Adaptação: Alexander Thoele
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