Funcionários da justiça e advogados das partes confirmaram que Ramadan, 60 anos, será julgado após quatro anos de investigações.
A reclamante, apelidada de “Brigitte” pela mídia, acusa o acadêmico de tê-la arrastado para um quarto de hotel na noite de 28 de outubro de 2008.
Convertida ao Islã, ela havia conhecido Ramadan alguns meses antes, durante uma sessão de autógrafos e depois durante uma conferência.
Em 2018, a promotoria de Genebra abriu uma investigação após uma queixa de uma mulher que acusou Ramadan de abusar dela em 2008 em um hotel em Genebra e de tê-la confinado.
A mulher alega que o estudioso a submeteu a atos sexuais brutais, acompanhados de golpes e insultos.
Inocência e alívio
Entretanto, os advogados do Ramadan argumentam que o Ministério Público simplesmente copiou a queixa sem integrar o que a desqualifica. Eles disseram que estão confiantes para seu cliente e que os juízes irão restaurar sua inocência.
Por sua vez, os representantes legais da queixosa disseram que sua cliente está aliviada por esta acusação que confirma sua condição de vítima e descreve “a noite de horror” que ela viveu.
Ramadan, um cidadão suíço, também poderia comparecer no tribunal da vizinha França. No verão passado, a promotoria de Paris solicitou um julgamento por suspeita de estupro cometido entre 2009 e 2016 contra quatro mulheres.
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