Benazir Bhutto será re-julgada
Supremo tribunal paquistanês anulou condenação à prisão pronunciada em 1999 contra a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto e seu marido Asif Ali Zardari. Ambos que teriam aceito suborno de duas empresas suíças, devem ser julgados novamente.
Justiça suíça ainda investiga suspeita de lavagem de dinheiro.
A sentença contra Benazir Bhutto e seu esposo foi tomada há dois anos, em abril de 1999. Ambos foram condenados a cinco anos de prisão e a multa de 10 milhões de dólares aproximadamente. Teriam sido subornados pela Société Générale de Surveillance (SGS) e por sua filial Cotecna.
Para o juiz de instrução suíço, Daniel Devaud, os 10 milhões representavam 6% dos contratos em 1994 atribuídos às duas empresas.
A Suíça que concedeu ajuda judiciária ao Paquistão também investiga o caso suspeitando lavagem de dinheiro por parte dos acusados. E o processo continua, segundo indica porta-voz do Ministério de Justiça e Polícia, Folco Galli. E várias contas continuam congeladas na Suíça. Antes de algumas terem sido desbloqueadas estimava-se que totalizassem 20 milhões de dólares.
O suposto caso de corrupção ocorreu quando Benazir Bhutto era primeira-ministra. O casal Bhutto sempre alegou que a condenação não passava de vingança do primeiro-ministro Nawaz Sharif que assumiu o poder em 1997, depois da destituição de Benazir. E são apontados indícios de que houve pressão política para que a condenação fosse pronunciada.
Benazir Bhutto vive em Londres e Dubai nos últimos anos. Seu marido está preso no Paquistão desde 1996 por envolvimento em outras encrencas.
Swissinfo com agências
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