Brasileiro julgado em Genebra por escroqueria
Nascido no Egito e residente na Suíça com passaporte brasileiro, SM operava com duas empresas no setor de gestão de fortunas. Faliu, deixando um rombo de 85 milhões de francos e está sendo julgado em Genebra.
O cidadão brasileiro SM, de 56 anos, captava recursos para aplicar no mercado financeiro através de duas empresas: Norit, em Genebra, Gefipro, sediada no estado do Valais.
Durante anos, ele prometeu rendimentos de 15%, muito acima aos do mercado, até que faliu, em 1994, deixando um rombo calculado em 85 milhões de francos suíços. Evaporaram-se as economias de 240 clientes, entre eles o ex-cmapeão mundial de boxe, Christophe Tiozzo.
Por serem conhecidos, muitos desses ex-clientes não querem se manifestar publicamente, segundo o juiz de instrução Laurent Kasper-Ansermet, encarregado do caso.
Detido na França, SM é acusado de escroqueria, gestão desleal, falsidade ideológica, abuso de confiança e bancarrota. Extraditado para a Suíça, ele saiu da prisão pagando uma fiança de 500 mil francos.
Na primeira audiência do julgamento, em Genebra, SM decidiu reconhecer a maioria das acusações e de clamar inocência. 43 testemunhas estão arroladas e o julgamento durará toda a semana.
Segundo fontes bem informadas, políticos franceses, entre eles o atual presidente Jacques Chirac, eram recebidos com certa intimidade por SM na época em que seus negócios estavam em alta.
Ian Hamel
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