Combate à lavagem de dinheiro sem combatentes
A Autoridade de luta contra a reciclagem de dinheiro sujo, órgão do Ministério de Finanças está desfalcado. Quatro dos seis juristas que nele trabalham apresentaram demissão. A situação facilita falcatruas...
Os criminosos de colarinho branco encontram brecha que pode facilitar o crime. A Autoridade de Controle que fiscaliza transações no setor parabancário estará até o fim do ano desfalcada de 70 por cento de seus efetivos.
Quatro dos seis juristas desse órgão do Ministério suíço das Finanças deram demissão. Alegam motivos pessoais e excesso de trabalho. Mas deve-se levar em conta também que o setor privado oferece salários (e provavelmente condições) mais interessantes.
Essa seção do Ministério já prevê reformas na tentativa de melhorar o próprio status, passando de “seção” à “divisão”. Teria assim condições de oferecer melhores salários e de, por conseguinte, enfrentar a concorrência.
Enquanto isso, essa situação pode beneficiar os que reciclarem dinheiro no setor parabancário na Suíça.
Desde abril, nova lei suíça prevê que todas as pessoas e empresas que atuam no setor parabancário sejam sancionadas (podendo inclusive ser proibidas de trabalhar no setor),se não aderirem a um órgão de autoregulação reconhecido, ou se não tiverem solicitado “submissão” à Autoridade de Controle.
Ora esse órgão não deu conta de realizar fiscalização generalizada até agora e mais de 500 dossiês relacionados com lavagem de dinheiro que ainda não foram abertos.
De resto aponta-se ainda resistência à nova lei por parte do setor parabancário.
Quer dizer então que o anúncio de demissão de 4 dos 6 colaboradores do organismo só vai complicar a situação…
swissinfo com agências.
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