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Justiça ameaçada em 49 países

Para juristas internacionais pior situação é a da Colômbia Keystone

412 juízes e advogados foram vítimas de assassinatos, desparecimentos, detenções e empecilhos profissionais no ano passado, em 49 países. A Colômbia é o caso mais preocupante, afirma a Comissão Internacional de Juristas, em relatório divulgado em Genebra.

16 juízes e advogados foram mortos na Colômbia só nos primeiros seis meses deste ano. Em países como Biolorrússia, Egito, Tunísia, Sudão, Azerbaijão e Irã 12 juristas despapareceram, 79 foram presos e 262 foram impedidos de exercer corretamente a profissão. No Ecuador, Guatemala, México e Peru, a administração da Justiça é particularmente vulnerável às influências políticas.

A constatação é da Comissão Internacional de Juristas, organização não governamental (ONG) fundada em 1952 e composta por 45 eminentes juristas com secretariado em Genebra.

“O assassinato, o seqüestro e as ameaças de morte são os maiores perigos e, nesse sentido, o país mais preocupante é a Colômbia”, afirmou a Swissinfo Federico Andreu, membro da Comissão.

Ele acrescenta, no entanto, que a CIJ também encontra problemas em países como Grã-Bretanha, França, Itália e Liechteinstein, onde os juízes que investigam a corrupção tem encontrado problemas.

Jaime Ortega

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