Novo ataque ao sigilo bancário
A Suíça deveria abolir o sigilo bancário, estima Pierre Moscovici, ministro francês para Questões Européias, alegando necessidade de lutar contra a evasão fiscal e a lavagem de dinheiro. O ministro expõe sua opinião no jornal Weltwoche, de Zurique.
A opinião de Pierre Moscovici coincide com a do chanceler alemão Gerhard Schröder, para quem mesmo estando fora da Europa, a Suíça deveria adaptar-se às normas européias. Procurando evitar polêmica, o ministro considera necessário debater o assunto na busca de soluções.
As afirmações do ministro francês para Questões Sociais ocupa página e meia do semanário suíço, Weltwoche edição de quinta-feira, 16 de março. Na entrevista ele aborda também a participação da extrema direita no governo austríaco e expansão da União Européia (UE) no leste europeu.
No mesmo jornal, Moscovici diz estar convencido de que os países membros da UE vão ratificar os acordos bilaterais concluídos com a Suíça. A ratificação, segundo ele, vai depender mais dos cidadãos suíços, aludindo a votação dessa questão dia 21 de maio.
Note-se que há um ano, o comissário europeu para Questões Fiscais, o italiano Mario Monti, pedia que a Suíça abrandasse ou suprimisse o sigilo bancário num domínio em que é total, justamente o da fiscalidade.
O receio da UE na época era de que reforma fiscal a ser imposta nos 15 países membros fracasse parcialmente porque somas enormes poderiam encontrar refúgio em bancos suíços escapando ao novo imposto.
Vale lembrar ainda que o sigilo bancário não é exclusividade suíça. Mas o que tem de característico é que no país, desde 1934,a violação desse sigilo passou a ser crime, sujeito a cadeia ou a salgada multa.
Registre-se também que a legislação suíça mudou, sendo agora muito difícil depositar na Suíça dinheiro de origem criminosa.
swissinfo com agências.
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