Piores resultados para o esqui desde 66
Nunca desde 1966 os esquiadores suíços tiveram resultados tão ruins em campeonatos mundiais. O mal-estar geral é tão grande, que anos serão necessários até o país dos Alpes superar o trauma.
Marie-Thérèse Nadig, treinadora da equipe feminina suíça é a primeira a ser sacrificada.
Zero. Esse é o número de vitórias da equipe suíça nas competições internacionais, seja a masculina ou feminina. Esse é também o número de medalhas obtidas em fevereiro durante o campeonato mundial de Bormio.
Nunca, desde os mundiais chilenos de Portillo em 1966 e na temporada de esqui que se seguiu, a seleção do país dos Alpes viveu uma tragédia parecida nas pistas.
Hoje em dia, o esqui suíço está na quarta posição na classificação por países, atrás da Áustria, Estados Unidos e Itália. E o pior: essa posição deve-se aos pontos ganhos pela equipe masculina.
Mulheres no banco de réus
Três estrelas suíça da equipe feminina de esqui – Sonja Nef, Sylviane Berthod e Fraenzi Aufdenblatten – foram devastadas pela melhor performance de esquiadores de oito países.
Em trinta e duas competições nesse inverno, elas não conseguiram um resultado melhor do que o quinto degrau no pódio, um resultado obtido graças a uma única atleta: Sonja Nef. A péssima colocação não poderia ficar sem conseqüências.
O chefe da seleção suíça de esqui, Gian Gilli, já tomou as primeiras decisões. Durante as finais disputadas nesses últimos dias em Lenzerheide, a treinadora da equipe feminina Marie-Thérèse Nadig foi obrigada a abandonar seu cargo.
“Não temos dúvida em relação a sua competência. Ela simplesmente é vítima da falta de resultados positivos”.
Novas emoções
Não bastasse a demissão de Marie-Thérèse Nadig, também as atletas Sonja Nef (32 anos), Marlies Oester (28) e Sylviane Berthod (27) já anunciaram que irão abandonar o esporte. As que sobraram – Nadia Styger (26) e Fraenzi Aufdenblatten (24) são competentes mas ainda não conseguiram brilhar nas pistas.
“Agora precisamos dar um novo impulso à equipe suíça de esqui. Esse trabalho pode durar de três a cinco anos”, explica Gian Gilli.
Equipe masculina
Em relação aos esquiadores suíços, as oito colocações (cinco vezes o 2o lugar e três vezes o 3o) realizadas em cinco disciplinas também não ajudaram a levantar a moral dessa nação de montanhas.
Didier Défago foi o líder de pontuação graças à ausência de Didier Cuche, ferido no joelho desde janeiro e ainda fora das pistas por muitos meses.
Os outros homens da equipe também não obtiveram melhores resultados. Marc Berthod (21 anos) ficou em sétimo lugar no slalom gigante em Adelboden e foi eliminado em sete competições.
swissinfo, Raphael Donzel
traduzido por Alexander Thoele
Didier Défago (6o) e Sonja Nef (24o) são os melhores atletas suíços de esqui na classificação geral.
12 outros suíços da equipe masculina e 10 da equipe feminina ganharam pontos nesse inverno.
A Suíça terminou em 4o lugar na classificação de países.
Os cinco melhores esquiadores do mundo (Paerson, Kostelic, Goetschl, Dorfmeister e Poutiainen) têm, cada um, mais pontos do que a soma da equipe suíça.
– A equipe suíça não ganhou nenhuma medalha na temporada 2004/2005. É a primeira vez que isso ocorre desde 1966.
– Os melhores resultados da equipe foram dos atletas Didier Défago (2o no Super-G em Kvitfjell e Garmisch) , Didier Cuche (2o no slalom gigante em Flachau), Silvan Zurbriggen (2o no slalom em Sestrières) e Jürg Grünenfelder (2o na descida em Val Gardena).
– Na equipe de mulheres a melhor performance foi de Sonja Nef (5a no slalom em Zagreb e no salto em Santa Caterina).
– No campeonato do mundo em Bormio, nenhum atleta suíço ganhou medalha.
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