Violações na China e Chechênia preocupam
A Suíça continua "muito preocupada" pela situação dos direitos humanos na China, "que não evoluiu de maneira favorável", segundo o chefe da diplomacia Joseph Deiss. Na Comissão dos direitos humanos da ONU, em Genebra, ele também falou da Chechênia.
A situação dos direitos humanos na China “não evoluiu favoravelmente” e a Suíça continua muito preocupada com as medidas repressivas “severas” contra minorias, grupos religiosos, principalmente os tibetanos, e cidadãos e movimentos democráticos. As declarações são do ministro das Relações Exteriores, Joseph Deiss, diante na Comissão dos direitos humanos, reunida em Genebra até 28 de abril.
Pouco depois, em entrevista à imprensa, Deiss respondeu que o governo ainda não decidiu se apóia uma moção dos Estados Unidos condenando a China por violações dos direitos humanos. Disse também que aprovar textos na Comissão dos direitos humanos é “necessário mas não suficiente” e que o importante é que o respeito aos direitos humanos se extenda.
Diante da Comissão, o ministro também lançou um apelo à Rússia para que todas as denúncias de violações na Chechênia sejam exclarecidas. Para isso, Deiss incitou as autoridades russas a colaborarem com a ONU, a OSCE, o Conselho da Europa e as organizações humanitárias internacionais.
Com relação à Chechênia, a posição da Suíça mudou um pouco. Em dezembro, um comunicado do ministério das Relações Exteriores reconhecia a integridade do território russo e legitimava a luta contra o “terrorismo”, considerando-a apenas “desproporcional”.
O ministro suíço também falou das convenções internacionais que a Suíça está prestes a ratificar como contra o genocídio e o estatuto da futura Corte Penal Internacional, que será constituida com a ratificação de 60 países, “para que os crimes de hoje não sejam esquecidos”, segundo Deiss.
swissinfo com agências
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