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"Google visual" toma forma em Zurique

Usuários tiram fotos para colocar no banco de dados do Kooaba.

(Reuters)

A rápida expansão de empresas na área de tecnologias da informação em Zurique tem sido liderada por companhias internacionais. Porém "nativos" também conseguem entrar no mercado com produtos inovadores.

Os fundadores da "start up" Kooaba preferiram Zurique ao Silicon Valley nos EUA para iniciar seu ambicioso projeto de construir um motor de busca de imagens como um "Google visual".

A companhia gerada dentro da célebre Escola Politécnica Federal de de Zurique (EFPZ) foi fundada por Herbert Bay e Till Quack há três anos e agora está entrando em uma crítica fase comercial. Kooaba conecta usuários com uma matriz de informações multimídia associada às imagens digitais inseridas por eles no sistema.

Os usuários podem tirar fotos com seus celulares e receber informações uteis através desse novo tool.

Hoje Kooaba tem um número aproximado de oito milhões de imagens em seu banco de dados, a maior parte de livros, CDs, DVDs e jogos. Porém o aplicativo poderá em breve servir para encontrar informações adicionais em artigos de jornais e até, no futuro, pontos de referência, prédios e exposições em museus.

"A nossa grande idéia foi se tornar uma espécie de Google visual", afirma Bay. "Há um ano éramos capazes de reconhecer um objeto em cem no espaço de um segundo. Agora chegamos a um nível tecnológico onde realizamos a mesma tarefa com milhões de objetos e no mesmo lapso de tempo."

Negócios concretizados


A nova tecnologia tem sido utilizada em campanhas de propaganda e marketing. Kooaba coopera com a gravadora EMI e um jornal suíço para promover o lançamento do álbum "X" da cantora Kylie Minogue. Usuários tiram fotos da capa do álbum no jornal e podem fazer o download de um sinal de discagem do sucesso "2 hearts".

Em junho a companhia assinou o seu primeiro contrato de longo prazo com o portal helvético de comparação de preços Comparis.

"É duro ficar procurando novas campanhas de marketing e que têm uma vida útil limitada", explica Bay. "Agora procuramos fontes de renda mais duradouras e que gerariam também mais receitas à nossa empresa."

O próximo projeto tecnológico da empresa é conectar seu aplicativo com a mídia impressa. Dessa forma, os leitores que colocam uma imagem digital em um artigo poderiam ter acesso a um leque de informações extras sobre o tema, sejam vídeos ou clipes de áudio.

Herbert Bay cita vários usos possíveis para a sua descoberta no futuro enquanto dá a entrevista para a swissinfo.ch na sede da empresa no parque tecnológico de Zurique.

Espírito empreendedor


Bay e o co-fundador Quack colocam em dúvida o estereótipo das empresas debutantes suíças com grandes idéias e que raramente terminam se tornam realidade comercial. Os ex-estudantes da Escola Politécnica de Zurique têm larga experiência no Vale do Silício com startups na área das tecnologias de informação.

Porém nunca imaginaram iniciar sua empresa nos Estados Unidos. "A influência no Vale do Silício não foi tão grande", ressalta Bay. "Não é verdade que o espírito empreendedor está flutuando no ar ou na água nesse lugar. É algo que você tem individualmente ou não."

"É verdade que nos Estados Unidos, se você chega com uma idéia extremamente inovadora, o terreno é mais fértil para atrair financiadores. Porém teríamos que gastar dois anos de contatos até nos estabelecermos, se tivéssemos ido para lá."

Então eles decidiram investir nas óbvias vantagens de Zurique: sua excelente infra-estrutura, redes de transporte e uma grande quantidade de talentos, particularmente na Escola Politécnica. São exatamente as mesmas vantagens que atraíram empresas como a Google, Microsoft e a IBM nos últimos anos para a maior metrópole helvética.

Burocracia


Mas por conhecer bem a vida das startups na Suíça e nos Estados Unidos, Bay admite que seu país natal tem algumas desvantagens. Por exemplo: os esforços da Kooaba para contratar funcionários altamente qualificados da Índia esbarraram nas barreiras migratórias da Suíça.

"Isso é veneno para uma empresa que começa, pois são necessários quatro meses a mais do para contratar um funcionário suíço com as mesmas qualificações. Esse tempo é uma eternidade na vida de um startup", lamenta Bay.

Ele também cita as despesas e os atrasos para conseguir juntar toda a papelada necessária para o funcionamento da empresa. Atualmente a Kooaba está tendo dificuldades de estabelecer um plano de opções para pagar os funcionários a fim de liberar o dinheiro.

Em todo caso, Kooaba é a prova viva que a mentalidade de construir uma firma na garagem também existe e pode ser bem sucedida na Suíça. Os próximos anos irão mostrar se Zurique pode ter seus próprios gigantes da informática a lutar ombro a ombro com as empresas americanas que vieram nos últimos anos.

Matthew Allen, swissinfo.ch

Kooaba

A Kooaba foi criada em 2007 quando seus fundadores ainda eram estudantes da Escola Politécnica de Zurique.

A aplicação proposta por ela reconhece imagens digitais e liga os usuários a uma matriz de informações associadas como páginas web, áudio e vídeos.

Um ano após aperfeiçoar a tecnologia, a empresa começou utilizar seu produto em campanhas de propaganda de companhias como EMI, Opel, O2 e Sony.

O site de comparação de preços Comparis ofereceu o primeiro contrato de longo prazo. Kooaba espera nos próximos anos atrair outros clientes como ele.

O co-fundador Herbert Bay tem um PhD em estudos de computação visual da Escola Politécnica de Zurique. Ele começou seus estudos na Escola Politécnica de Lausanne e trabalhou posteriormente para a IBM em Zurique

Till Quack também tem um PhD pela Escola Politécnica de Zurique, onde também fez toda sua graduação universitária.

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