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Índice DAX é visto em painel na bolsa de Frankfurt, Alemanha, em 26 de junho de 2014

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Os deputados alemães devem aprovar na próxima quinta-feira a criação do salário mínimo, uma das exigências dos social-democratas, aliados da chefe do governo conservador, Angela Merkel.

O salário mínimo de 8,50 euros por hora entrará em vigor em 1º de janeiro de 2015, mas terá que aguardar até 2017 para ser aplicado a todos os trabalhadores. Ainda assim, a medida tem uma série de exceções que reduziram seu alcance após duras negociações entre as forças políticas.

Embora a aprovação esteja garantida graças à maioria conservadora de Merkel e dos social-democratas (SPD) no Bundestag (Parlamento alemão), alguns integrantes do bloco da chanceler votarão contra.

Entre 10 e 20 de um total de 311 deputados conservadores da CDU/CSU devem votar contra, em um país onde tradicionalmente os salários são estabelecidos setor por setor em negociações entre patrões e sindicatos.

Angela Merkel só aceitou a medida para garantir a participação do SPD em seu governo. Os sociais-democratas pedem o salário mínimo para enfrentar as baixas remunerações, cada vez mais frequentes no país.

Organizações patronais e economistas preveem consequências catastróficas quando o salário mínimo estiver em vigor. Enquanto isso não acontece, o partido de Merkel faz o possível para reduzir o impacto da medida e multiplicar as exceções para as quais o salário mínimo não será aplicado.

AFP