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Ao menos 10 pessoas são presas na Venezuela por informar sobre a COVID-19, denuncia ONG

(Arquivo) o presidente venezuelano, Nicolás Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. maio 2020 - 18:40
(AFP)

Várias pessoas, principalmente profissionais da área da saúde, foram presas na Venezuela por divulgar informações relacionadas ao novo coronavírus, denunciou nesta quinta-feira (7) a ONG de Direitos Humanos Foro Penal.

Das cem prisões por "razões políticas" relatadas desde março, 10 correspondem a "pessoas que se referiram à pandemia", principalmente trabalhadores da saúde, disse em videoconferência Alfredo Romero, diretor da Foro Penal, uma ONG crítica ao governo de Nicolás Maduro, que conta com 362 "presos políticos" no país.

"Neste grupo, há um homem de 70 anos, funcionário da saúde, em prisão domiciliar. Um bioanalista que se referiu a um caso pelo WhatsApp, também em prisão domiciliar, e um enfermeiro detido por apresentar um vídeo denunciando as condições hospitalares "onde ele trabalha", explicou Romero.

Afetada pela pior crise de sua história moderna, a Venezuela sofre uma forte deterioração do seu sistema de saúde, com a falta de uma série de suprimentos hospitalares.

O governo, que recebeu ajuda humanitária de seus aliados China e Rússia durante a pandemia, relata apenas 379 casos da COVID-19 e 10 mortes no país.

No último 27 de abril, os Estados Unidos - que lideram a pressão contra Maduro com uma série de sanções financeiras - acusaram seu governo de "reprimir" médicos e jornalistas que "dizem a verdade" sobre a emergência devido ao vírus.

Onze outros venezuelanos foram presos por "enviar mensagens contra funcionários públicos" ou encaminhar mensagens de corrente no WhatsApp, disse Romero, que até o momento contabiliza 362 "presos políticos" no país.

Entre os presos durante a pandemia estão também colaboradores de Juan Guaidó, líder parlamentar da oposição reconhecido no mundo como presidente interino por cerca de cinquenta países, que segundo Maduro apoiaram uma conspiração que contou com uma tentativa de "invasão marítima".

A ONG denuncia 16 "desaparecimentos forçados" desde o último 20 de abril de "pessoas supostamente envolvidas em conspiração ou em algum ato de rebelião".

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