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Chefe policial renuncia no México por tortura no caso Ayotzinapa

(Janeiro) Parentes dos '43 de Ayotzinapa' participam no Ministério do Interior do lançamento de uma comissão para esclarecer o caso afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. junho 2019 - 20:05
(AFP)

O subsecretário de Segurança do estado mexicano de Michoacán (oeste) renunciou neste sábado, após a divulgação de um vídeo, não confirmado por autoridades, em que supostos policiais que estiveram sob o seu comando torturam um detido pelo desaparecimento de 43 estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa.

A Secretaria de Segurança de Michoacán informou no Twitter que Carlos Gómez Arrieta deixou o cargo e manifestou que ele está à disposição para ser investigado.

A imprensa mexicana divulgou nas últimas horas um vídeo publicado no YouTube no último dia 7 em que se observa um homem sendo turturado por supostos investigadores federais, que o interrogam sobre o desaparecimento dos estudantes de Ayotzinapa, ocorrido na madrugada de 27 de setembro de 2014 na cidade de Iguala, estado de Guerrero. Naquela época, Gómez Arrieta era chefe da polícia ministerial.

O governador de Michoacán, Silvano Aureoles, desestimou o vídeo e questionou que se acuse apenas Arrieta, uma vez que muitos funcionários estiveram envolvidos.

Órgãos de defesa dos direitos humanos e investigadores independentes intenacionais documentaram vários casos de tortura durante as investigações, dentro das quais foram presas 122 pessoas. Segundo a ONU, ao menos 34 foram torturadas.

Familiares dos estudantes disseram por meio de um porta-voz que o vídeo mostra que houve falhas na investigação e que a chamada "verdade histórica" defendida pelo promotor da época carece de fundamento. Segundo essa versão, os estudantes foram detidos por policiais de Iguala em conluio com um cartel do tráfico, ao qual teriam entregue os jovens por acreditar que fossem integrantes de um grupo rival.

Os traficantes teriam assassinado os 43 estudantes, incinerado os corpos e jogado suas cinzas em um rio.

O governo do esquerdista Andrés Manuel López Obrador, que assumiu em dezembro passado, criou uma comissão da verdade para o caso.

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