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Confinamento por pandemia já salvou quase 60.000 vidas na Europa, diz estudo

Homem usando máscara caminha na plataforma na estação ferroviária de Atocha, em Madri afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. março 2020 - 15:46
(AFP)

O confinamento e outras medidas tomadas para frear o avanço da pandemia de COVID-19 salvaram a vida de 59.000 pessoas em 11 países europeus, um número muito superior ao de mortos atualmente, segundo um estudo britânico.

"Com as medidas aplicadas até agora (...) estimamos que tenham evitado a morte de 59.000 pessoas em 11 países até 31 de março", diz o estudo realizado por pesquisadores do Imperial College de Londres, universidade renomada na área médica.

Estes professores universitários especializados em epidemiologia e matemática criaram um modelo sobre a dinâmica da pandemia na Europa e estimaram como o contágio foi freado com as diferentes medidas aplicadas.

As iniciativas levadas em consideração são a quarentena dos infectados, o fechamento de escolas e universidades, a proibição de reuniões, as medidas de distanciamento social e o confinamento geral.

Trata-se de modelos teóricos que partem do pressuposto de que uma mesma medida tem um impacto comparável nos 11 países europeus estudados.

Na Itália, país europeu mais atingido pela pandemia e o primeiro a decretar medidas rígidas, o impacto foi também o mais forte sendo 38.000 o número de vidas salvas, diante das 11.000 mortes atuais, segundo o estudo.

Depois aparece a Espanha, com 16.000, o dobro dos mortos atuais, e França, com 2.500, em comparação com os mais de 3.000 registrados. Em seguida, aparecem Bélgica (560), Alemanha (550), Reino Unido (370), Suíça (340), Áustria (140), Suécia (82), Dinamarca (69) e Noruega (10).

Ainda assim, os pesquisadores do Imperial College destacam que "muitas outras mortes serão evitadas se as medidas forem mantidas até que a transmissão (da doença), caia para níveis baixos".

O coronavírus já provocou mais de 38.000 mortes e cerca de 790.000 infectados no mundo.

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