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França intima Google a negociar com a imprensa

Nesta foto de arquivo tirada em 14 de fevereiro de 2020, o logotipo do Google, empresa multinacional de tecnologia e serviços da Internet, é mostrado em Bruxelas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. abril 2020 - 11:22
(AFP)

A Autoridade da Concorrência francesa ordenou, nesta quinta-feira (9), o Google a negociar "de boa fé" com editoras e agências de imprensa francesas uma taxa pelo uso de seus conteúdos, garantida por um mecanismo europeu que visa garantir o pagamento de conteúdo digital.

O órgão regulador francês impôs um período de três meses para a gigante da Internet estabelecer negociações com editores ou agências de imprensa que assim o desejarem e que devem concluir com uma proposta de remuneração do Google.

Essas negociações deverão abranger o período de uso dos conteúdos desde a entrada em vigor da lei sobre direitos relacionados, em 24 de outubro de 2019, afirmou o órgão regulador francês.

No início de 2019, uma diretiva europeia criou os direitos relacionados, uma disposição semelhante aos direitos autorais, em benefício da imprensa escrita.

O objetivo é que jornais e agências de notícias negociem uma remuneração com os gigantes digitais - que recebem a maior parte da receita de publicidade na Internet - pela reutilização de seus conteúdos.

O Google, que praticamente exerce um monopólio como mecanismo de busca, rejeitou qualquer negociação e, para se adaptar à lei, impôs novas regras, aplicáveis a partir de meados de novembro.

Os sites de informações devem concordar que o mecanismo use gratuitamente trechos de seus artigos em seus resultados.

Caso contrário, suas informações serão menos visíveis, com um simples título e um link, o que inevitavelmente fará com que o tráfego caia em suas páginas.

Vários grupos de imprensa, incluindo a AFP, entraram com uma ação. Sob a ameaça de uma queda no tráfego de suas páginas e, portanto, de sua renda, muitos tiveram que aceitar as condições do Google.

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