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Laboratório paga US$ 225 milhões para encerrar ações por crise de opioides

Casos de overdose envolvendo a prescrição de opioides ilícitos mataram milhares de pessoas nas últimas duas décadas, de acordo com os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. junho 2019 - 13:13
(AFP)

O laboratório americano Insys, cujos diretores foram declarados culpados de pagar a médicos para que receitassem um opioide, aceitou pagar 225 milhões de dólares para encerrar os processos, em um acordo com o Departamento americano de Justiça.

O pagamento, que será feito ao longo de cinco anos, encerrará todas as ações legais do governo - penais e civis - contra o fabricante do Subsys, um aerosol a base de fentanil, um opioide entre 50 e 100 vezes mais forte que a morfina, assinalou o departamento nesta quarta-feira.

"Durante anos, o Insys agiu de maneira ilegal, dando prioridade ao lucro sobre a saúde de milhares de pacientes", declarou o procurador-geral de Massachusetts, Andrew Lelling.

Para aumentar as vendas de seu aerosol, os executivos da Insys estabeleceram um sistema de suborno em grande escala, revelou um julgamento concluído em maio, em um tribunal de Boston, que declarou culpados o fundador do laboratório, John Kapoor, e outros quatro diretores.

Entre 2012 e 2015, o Insys pagou a profissionais da saúde para que prescrevessem o spray em grandes quantidades.

Os médicos não foram apenas incentivados a recomendar o aerosol a mais pacientes, mas também a receitar maiores doses, inclusive acima dos limites recomendados.

Segundo o relatório anual do Insys, as vendas do Subsys atingiram 329,5 milhões de dólares em 2015.

A crise dos opioides, que explodiu com a prescrição excessiva destes potentes analgésicos, entre eles o fentanil, provocou cerca de 70 mil mortes por overdose em 2017 nos Estados Unidos.

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