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Ministra espanhola na mira por se reunir com ex-policial investigado

A ministra da Justiça espanhola, Dolores Delgado, em 8 de junho de 2018 no palácio La Moncloa em Madri afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. setembro 2018 - 21:55
(AFP)

A ministra espanhola da Justiça, Dolores Delgado, estava na mira nesta terça-feira (25) após a divulgação de áudios nos quais ela é ouvida conversando com um chefe de polícia aposentado que é investigado por lavagem de dinheiro.

Em uma gravação secreta revelada pelo site moncloa.com, escuta-se Delgado, em 2009, com o chefe de polícia aposentado José Villarejo, preso desde novembro de 2017 à espera de julgamento em uma investigação por corrupção.

Além disso, durante o encontro, parece chamar abertamente de "viadinho" o atual ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, que é abertamente homossexual.

Em um acalorado debate no Senado, a ministra Delgado assegurou nesta terça que os áudios foram "manipulados" e afirmou que se encontrou com Villarejo somente em três ocasiões em seus 30 anos de carreira.

"Sinto que possa parecer que estou incomodada. Mas eu estou. Porque não vou permitir que ninguém questione os meus princípios e a minha honestidade", acrescentou.

O líder do partido de esquerda radical Podemos, Pablo Iglesias, que apoia o governo socialista minoritário ao qual pertence Delgado, pediu à ministra que renuncie por ter se reunido com o ex-policial investigado e disse que "não é aceitável que na Espanha haja ministros que sejam amigos de tipos como Villarejo".

"Alguém que se reúne de maneira afável com um personagem do lixo (...) deve se afastar da vida política", insistiu Iglesias.

A porta-voz do governo, Isabel Celaá, disse que o governo tinha "plena confiança" em Delgado, enquanto Grande-Marlaska assegurou que não se sentiu ofendido pelas palavras da ministra.

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