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Novo pedido por justiça após 26 anos de ataque ao centro judaico argentino AMIA

Fachada da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, em 18 de julho de 2017 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. julho 2020 - 16:23
(AFP)

Vinte e seis anos após o ataque contra a sede do centro israelense da AMIA, que deixou 85 mortos e 300 feridos em Buenos Aires, a liderança da comunidade judaica argentina faz um novo pedido por justiça e por "ações concretas" contra o Hezbollah.

"onhecemos parte da verdade. Falta a justiça. O caminho a percorrer é longo", disse Ariel Eichbaum, presidente da Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA), nesta sexta-feira, em um ato virtual devido à pandemia de coronavírus e transmitido por redes e canais de notícias.

O evento foi realizado na véspera do dia 18 de julho, que neste ano cai no sábado, o Shabat, dia de descanso no judaísmo.

Começou às 09H53, horário em que a sede da AMIA desmoronou naquela segunda-feira, 18 de julho de 1994, na área comercial do bairro Once, após o impacto de uma van carregada de explosivos.

Depois a leitura de 85 nomes das vítimas, foi transmitida uma mensagem gravada pelo ex-presidente espanhol Felipe González, em que pediu a "manutenção da memória e da solidariedade".

- "Dívida da democracia" -

Eichbaum foi recebido esta semana pelo presidente Alberto Fernández.

"Precisamos saber a verdade sobre o ataque, porque enquanto a justiça não se concretizar, não ficaremos tranquilos", disse Fernández em entrevista ao Comitê Judaico Americano divulgado pelo governo, reconhecendo "uma dívida de democracia com a Argentina".

A Argentina atribuiu o ataque a ex-altas autoridades iranianas, incluindo o ex-presidente Ali Rafsanjani, e ao movimento xiita libanês Hezbollah, uma hipótese apoiada pela liderança judaica argentina e por Israel.

No entanto, a investigação judicial foi envolvida por várias denúncias por suposto desvio de provas, acusações de encobrimento e processos anulados. Vinte seis anos depois, não há nenhuma pessoa presa pelo ataque mais sangrento da história argentina.

Em 1992, outro ataque foi realizado contra a embaixada de Israel em Buenos Aires, deixando 22 mortos e 200 feridos.

A Argentina possui a maior comunidade judaica da América Latina, com cerca de 300.000 membros.

Eichbaum destacou que, com a designação do Hezbollah como um "grupo terrorista" por parte da Argentina em 2019, influenciou a região. O país foi seguido por Paraguai, Honduras, Guatemala e Colômbia.

O líder pediu às "repúblicas irmãs do Brasil e do Uruguai que também tomem medidas concretas contra o Hezbollah"."O Hezbollah não é uma ameaça do passado, é uma ameaça presente", alertou.

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